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Angola

Álvaro Sobrinho diz que BESA “faliu por decisão política”

Imagem de arquivo.
Imagem de arquivo. ISSOUF SANOGO / AFP

O ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, disse, em entrevista à Televisão Pública de Angola que "o banco faliu por decisão política” e não por insolvência.

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No programa "Grande Entrevista" da TPA, o empresário luso-angolano e antigo dirigente do BESA declarou: "O banco faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política."

Álvaro Sobrinho afirmou que a situação de falência nem sequer foi declarada pelo Banco Nacional de Angola ou por uma auditoria independente.

O empresário disse que o banco sempre apresentou resultados líquidos positivos até à sua saída em 2012. O antigo dirigente precisou que, em 2010, o BESA ultrapassou pela primeira vez os 400 milhões de dólares (341,8 milhões de euros) de resultados líquidos positivos e que, quando foi afastado, era o banco com maior activo do mercado, com mais de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de activos de fundo.

Sobrinho afirmou, ainda, ter sido alvo de ameaças por parte de altas figuras do regime do antigo presidente, José Eduardo dos Santos, se não acatasse a decisão.

O ex-presidente da Comissão Executiva do BESA também revelou ter recebido ordens dos accionistas para conceder créditos malparados no valor de 5.000 milhões de dólares a dirigentes do regime de Luanda que contribuíram para a suposta falência da instituição.

A falência do BESA foi oficialmente declarada a 14 de outubro de 2014.

Oiça aqui a crónica de Avelino Miguel.

 

Celso Filipe, director-adjunto do Jornal de Negócios e autor do livro "O Poder Angolano em Portugal" disse à RFI que a entrevista de Álvaro Sobrinho só é dada em função do que aconteceu no congresso extraodinário do MPLA.

 

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