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ANGOLA

Angola: alta figura do MPLA em prisão domiciliária

MPLA tem alta figura indiciada pela justiça angolana na chamada "Burla tailandesa".
MPLA tem alta figura indiciada pela justiça angolana na chamada "Burla tailandesa". AFP

A justiça angolana ordenou a prisão domiciliaria contra Norberto Garcia, ex porta voz do Comité Central do MPLA, partido no poder. A justiça angolana confirmou a prisão preventiva para oito dos arguidos como medida de coacção do caso conhecido como “Burla tailandesa".

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Um caso implicando 50 mil milhões de dólares e que levou à exoneração do ex chefe de Estado Maior das Forças Armadas Angolanas, FAA, General Geraldo Sachipengo Nunda, este foi agora ilibado das acusações por falta de provas.

Segundo a acusação “um grupo de cidadãos estrangeiros, maioritariamente tailandeses, canadianos, eritreus e angolanos tentaram burlar o Estado num montante de 50 mil milhões de dólares".

Eles são indiciados por crimes como associação criminosa, falsificação de documentos e títulos de créditos, burla por defraudação e tráfico de influência lê-se, nomeadamente, no comunicado do Tribunal Supremo Angolano, consultado pela RFI.

Foi decretada a prisão preventiva a 4 arguidos de nacionalidade tailandesa, a um canadiano, a um eritreu bem como contra os angolanos Celeste Marcolino de Brito António e Christian Albando de Lemos.

Tratar-se-ia de uma rede que estaria por detrás de uma operação de financiamento internacional de 50 mil milhões de dólares, da autoria de uma empresa tailandesa destinada a vários projectos em Angola.

No mesmo documento, o Tribunal Supremo ordenou a prisão domiciliária contra Norberto Garcia, porta voz do comité central do MPLA, partido no poder desde a independência de Angola em 1975, e ex director da Unidade técnica para o investimento privado.

Idêntica medida foi pedida contra o General das Forças Armadas Angolanas, José Arsénio Manuel.

Em declarações à imprensa o jurista e advogado Benja Satula qualificou a medida de “excessiva” por se tratar de pessoas identificadas, e salienta que “caso a câmara que está com o processo não tenha muitos trabalho, o julgamento pode acontecer dentro de 8 dias" como prazo normal para tratar destas matérias.

A empresa teria começado as suas actividades, tidas como criminosas, desde Novembro de 2017, com a chegada a Angola de um grupo proveniente da Tailândia.

O grupo em causa seria chefiado por Raveeroj Ritchchoteanan, criador e presidente da alegada Fundação Mundial com o seu nome, com o objectivo de erradicar a pobreza e promover educação e saúde de qualidade na Ásia e em África.

A empresa chegou a Angola por intermédio da arguida Celeste de Brito, que foi estudante naquele país asiático.

O grupo terá simulado dispor de acesso a uma linha de crédito num banco Bangko Sentral NG Filipinas, conta orçada em 50 mil milhões de dólares.

O SIC, Serviço de informação criminal, teria, porém, na sua posse provas da inexistência dessa linha de crédito.

Com a colaboração de Daniel Frederico em Luanda.

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