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Angola

Angola termina o ano com grandes desafios

João Lourenço, Presidente de Angola.
João Lourenço, Presidente de Angola. Lusa

Termina neste dia 31 de Dezembro o ano de 2018. Tempo para fazer um balanço deste ano em Angola com o nosso correspondente, Avelino Miguel.

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Em 2018, o Presidente João Lourenço, assumiu de facto as rédeas do poder no pais depois de substituir da liderança do MPLA, José Eduardo dos Santos. Iniciou o anunciado combate a corrupção e promoveu mais liberdade de imprensa, de manifestação e maior discussão do Executivo com os partidos políticos e a sociedade civil sobre as questões nacionais nomeadamente, em relação às eleições autárquicas, à economia, ao fenómeno religioso e aos problemas sociais. Angola iniciou um novo percurso político.

A falta de moeda estrangeira, a hiperinflação, a ausência de crescimento económico, o aumento do desemprego, a extrema pobreza da maioria da população e a dívida pública de 60% do Produto Interno Bruto, permaneceram o período negro da economia de Angola, dependente do petróleo.

O executivo angolano iniciou a implementação da estratégia da diplomacia económica, que envolveu o Presidente João Lourenço, que visitou a África do Sul, a Alemanha, a França, a Bélgica, Portugal e a China.O apelo ao investimento estrangeiro e os créditos financeiros foram prioridades da agenda externa do Executivo de João Lourenço.

O relançamento da produção nacional, o acordo com o Fundo Monetário Internacional para um programa de apoio técnico e financeiro de 3,7 mil milhões de dólares, o repatriamento coercivo de capitais ilícitos, a recuperação de activos do estado e a Operação Transparência que visa combater o garimpo e tráfico de diamantes no país, destacam-se nas acções do Executivo no plano económico. Para repor a autoridade do Estado e o combate à vandalização dos bens públicos, foi desencadeada pelas forças de segurança, a Operação Resgate.

O crescimento do desemprego e da pobreza durante o ano estimularam a mulptiplicação de reivindicaçoes laborais, registou-se a contínua falência de empresas, destacando-se as greves nos sectores da educação, saúde, justiça e persistiram os salários em atraso que afectam milhares de trabalhadores de empresas públicas e privadas.

O Executivo adoptou medidas para minimizar as crises que vivem os sectores da educação e saúde que exigem soluções urgentes.

Entretanto, a actividade activa do Presidente João Lourenço, tornou expectante os partidos políticos da oposição, que não deixaram de questionar o Executivo sobre o seu plano de governação para o período 2018-2022.

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