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ANGOLA/RDC

Primeira viagem de Tshisekedi foi a Angola

Félix Tshisekedi, presidente da RDC, recebido em Luanda pelo chefe de Estado angolano João Lourenço a 5 de Fevereiro de 2019.
Félix Tshisekedi, presidente da RDC, recebido em Luanda pelo chefe de Estado angolano João Lourenço a 5 de Fevereiro de 2019. Lusa

A primeira deslocação ao estrangeiro do presidente da República democrática do Congo foi a Angola nesta terça, 5 de Fevereiro de 2019. Félix Tshisekedi alegou continuar à espera de provas de Martin Fayulu que contestou a sua eleição como chefe de Estado no escrutínio de 30 de Dezembro passado.

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Numa conferência de imprensa conjunta com o seu anfitrião, João Lourenço, Félix Tshisekedi admitiu ter dado provas de abertura em relação a Martin Fayulu, incluindo um convite para integrar o seu executivo.

Até ao momento, porém, Fayulu, tido como favorito dos opositores ao escrutínio, e que acabaria por ficar em segundo lugar, segundo a Comissão de eleições e o Tribunal constitucional, não lhe deu nenhuma resposta.

"Esta alternância fez-se de maneira pacífica enquanto as duas primeiras edições do processo eleitoral tinham degenerado em sangue.

Daí admito que houve aqui um progresso.

Até agora continuo a aguardar pelas provas do contestatário do veredicto do Tribunal constitucional.

Até agora continuo sem ter visto nada.

Não fiz nenhuma proposta clara ao senhor Fayulu. Tanto faz o que ele há-de decidir quanto a entrar ou não para o governo...

Mas prezo que ele, os seus amigos, e de forma mais abrangente, todos os actores políticos congoleses possam trabalhar livremente no respeito dos seus direitos e da sua liberdade."

Enquanto isso João Lourenço, presidente angolano, reiterou o facto de Angola ser o primeiro país a ser visitado pelo chefe de Estado do país vizinho sublinhando o interesse de Luanda em trabalhar com as novas autoridades de Kinshasa.

O chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, também tinha advogado que o Caminho de ferro de Benguela, ligado ao Porto de Lobito, poderia ser um dos instrumentos decisivos para o desenvolvimento da indústria mineira da vizinha RDC.

A própria electrificação do enclave de Cabinda poderia ser garantida a partir da capacidade energética do antigo Congo belga, já que Kinshasa detém uma das maiores barragens hidroeléctricas de África, a Inga.

A racionalização do rio Zaire também é outro tema marcante nas relações económicas bilaterais.

A RDC foi o segundo maior destino das exportações angolanas, em África, a seguir à África do Sul, no terceiro trimestre de 2017 com um total de 4 403 milhões de kwanzas.

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