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ANGOLA

Angola: violência em desacatos na Lunda Norte

Garimpo na Lunda Norte
Garimpo na Lunda Norte RFI

Em Angola a província diamantífera da Lunda Norte voltou a ser palco de confrontos esta semana, com a polícia a reprimir protestos de chefes tradicionais, os chamados sobas, em torno de uma mina de diamantes. O Movimento do protectorado Lunda Tchokwé alega ter sido baleada mortalmente uma pessoa enquanto a polícia diz ter 9 elementos seus feridos.

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Esta província angolana, rica em diamantes, atrai a cobiça de muitos garimpeiros, nacionais e estrangeiros, nomeadamente da vizinha República democrática do Congo.

As minas possuem as suas empresas de segurança, com registos regulares de actos de violência em torno das mesmas.

José Mateus Zecamutchima, presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, denuncia o facto de uma série de chefes tradicionais, conhecidos por sobas, se terem deslocado a uma mina no intuito de apelar a que os jovens da comunidade pudessem lá trabalhar.

O acto teria ocorrido na quarta-feira, 27, em Xamiquelengue, em Capenda Camulemba, no acesso à Mina Lulo.

Aquele organismo alega que os disparos da polícia no local teriam provocado a morte a uma pessoa, um chefe tradicional, o soba "Muaisseca" Júlio Malioto.

O Movimento diz ter informações em sua posse que 70 pessoas teriam sido detidas, não obstante a polícia ter admitido apenas duas dezenas de detenções.

Por outro lado esta organização alega que no Cafunfo, também na Lunda Norte, teriam sido detidas na véspera, 26 de Fevereiro, mais 10 activistas seus, somando-se a um grupo de detidos desde 17 de Novembro, aquando de protestos.

Entre os detidos do Cafunfo desta semana constaria o activista Henrique Manuel, hospitalizado em cuidados intensivos, o Movimento denuncia o facto de este ter sido agredido com uma seringa que lhe teria sido injectada no corpo.

José Mateus Zecamutchima denuncia o facto de com a ocorrência de Xamiquelengue se ter desrespeitado o previsto no artigo 224° da Constituição angolana contemplando as disposições relativamente aos poderes tradicionais.

Ouça aqui o seu relato.

De sublinhar que a polícia emitiu um comunicado denunciando o facto de 9 elementos seus terem sido feridos nos distúrbios de Xamiquelengue, no acesso à Mina Lulo.

A polícia refere que o movimento em causa procurou forçar a paralisação da mina, as autoridades teriam recuperado quatro armas de fogo.

 

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