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França/Angola

França vai reforçar cooperação com Angola na agricultura

Presidente francês, Emmanuel Macron, e Presidente angolano, João Lourenço. Paris, 28 de Maio de 2018.
Presidente francês, Emmanuel Macron, e Presidente angolano, João Lourenço. Paris, 28 de Maio de 2018. ludovic MARIN / AFP

Esta segunda-feira, o ministro francês da Agricultura e da Alimentação, Didier Guillaume, disse, em Luanda, que Paris quer “ampliar a cooperação” com Angola no domínio da agricultura, nomeadamente na formação de jovens no sector agro-alimentar. Já o ministro angolano da Agricultura abordou a necessidade de "soluções definitivas" para acudir à seca no Cunene.

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O ministro francês da Agricultura e Alimentação, Didier Guillaume, iniciou hoje uma visita de dois dias a Angola, no âmbito dos acordos de cooperação bilateral.

Didier Guillaume sublinhou a disponibilidade de a França “ampliar a cooperação” com Angola no domínio da agricultura, sobretudo na formação de jovens no sector agro-alimentar.

"A França quer colaborar para o desenvolvimento da agricultura com Angola. Acabo de entregar uma carta pessoal do presidente Macron ao Presidente de Angola expressando a sua vontade em reforçar ainda mais esta cooperação.

Queremos trabalhar na formação: a formação de jovens angolanos para lhes permitir adquirir as bases para poder cultivar da melhor forma possível. É o que vamos ver amanhã em Malanje, no Instituto superior de tecnologia agro-alimentar. Queremos trabalhar no âmbito dos campos de actividade para continuar a fazer melhorar e progredir estas áreas.

E trabalhar também no contexto do desenvolvimento económico. Mas já começámos porque vou amanhã a Malanje para ver o que já foi feito. Há já uma cooperação em curso, mas queremos ampliá-la, ir mais longe e mais depressa", afirmou o ministro francês, num áudio registado pela agência Lusa.

À margem desta visita, o ministro angolano da Agricultura e Florestas abordou com a imprensa a questão da seca no Cunene, província onde nos últimos seis meses teriam morrido cerca de 12.000 cabeças de gado. Marcos Alexandre Nhunga afirmou querer soluções definitivas para resolver o problema.

"Temos de encontrar soluções definitivas, porque a emergência tem de parar, temos de deixar de fazer as coisas de forma emergencial. Esse é o nosso ponto de vista. O normal no Cunene é não chover, então temos de nos adaptar. Existem rios, existem condições para que se possa superar essa situação do Cunene", afirmou Marcos Alexandre Nhunga, num áudio também da agência Lusa.

O ministro disse que o governo está “a montar infra-estruturas de apoio e assistência técnica” na questão ligada ao abeberamento do gado e alimentação e avançou que nos próximos dias vai ser feita ajuda de emergência.

De recordar que em Fevereiro, o governo provincial do Cunene alertou que a província está em "estado de calamidade" devido à seca que afecta, desde finais de 2017, mais de 285.000 famílias.

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