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Vida em França

“A cantiga é uma arma”

Áudio 11:28
Francisco Fanhais, um dos grandes nomes da música de intervenção portuguesa.
Francisco Fanhais, um dos grandes nomes da música de intervenção portuguesa. Francisco Fanhais

A força da música de intervenção também emigrou “a salto” para França nos anos 60, ao ritmo de milhares de portugueses que viravam as costas ao fascismo. Foram vários os que, a partir de Paris, lutaram contra o fascismo e a guerra colonial e militaram pela libertação dos povos. Foi o caso de Francisco Fanhais que canta, esta quinta-feira, em Paris.

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Neste programa, feito por ocasião da vinda a Paris de Francisco Fanhais para um concerto em torno da “canção como arma pela liberdade”, falámos com este músico maior da canção de protesto portuguesa - que esteve exilado em Paris entre 1971 e 1974 - e com etnomusicólogos especializados na música de intervenção que estiveram no colóquio “Recusar o Silêncio” durante a exposição “Refuser la Guerre Coloniale” na Casa de Portugal, em Paris.

Também pode ouvir a entrevista completa de Francisco Fanhais, este antigo padre que lutou contra a ditadura e a guerra colonial e que o fascismo tentou silenciar. Uma voz que nunca se calou e que regressa a Paris para um concerto evocativo da Revolução dos Cravos. Um momento que também marca a criação de um núcleo de amigos de Zeca Afonso em Paris. Porque “a música ajuda a tocar os sinos que cada homem tem no coração”, recorda Francisco Fanhais em referência ao poema de Manuel Alegre que começa com “Cantar não é talvez suficiente…” E porque “a cantiga é uma arma”, como alertou José Mário Branco.

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