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ANGOLA/CABINDA

Tchizé dos Santos põe em xeque presidente angolano

Parlamento de Angola. Luanda. Imagem de arquivo.
Parlamento de Angola. Luanda. Imagem de arquivo. Rodger BOSCH / AFP

O MPLA, partido no poder em Angola, defende a suspensão do mandato da sua deputada Tchizé dos Santos, filha do antigo chefe de Estado, José Eduardo dos Santos. E isto por ela se encontrar ausente do parlamento há mais de 90 dias. Esta, está a residir actualmente na Europa, involuntariamente, segundo ela.  Tchizé dos Santos defende a destituição do presidente João Lourenço e denuncia ser vítima de perseguição.

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Tchizé dos Santos, a residir actualmente no Reino Unido, reagiu através do Whatsapp a esta situação pendente contra ela no parlamento angolano.

De acordo com a interessada, que é também membro do Comité central do MPLA, partido no poder, ela estaria "involuntariamente" fora de Angola por razões de doença da filha e denuncia intimidações.

A filha do ex presidente angolano, José Eduardo dos Santos, apela mesmo à destituição do actual chefe de Estado, João Lourenço, denunciando abuso de poder da sua parte.

Citada pela agência portuguesa Lusa Tchizé dos Santos alega estar a ser perseguida pelo MPLA, o seu partido, por orientação do presidente da república.

Tchizé dos Santos explicou a sua ausência de Angola também devido ao facto das autoridades terem impedido a 24 de Janeiro a saída rumo a Lisboa de Manuel António Rabelais, deputado do MPLA, antigo ministro da comunicação.

´´Eu com tanta intimidação até inclusive do Presidente do grupo parlamentar vou para Angola fazer o quê ? Estou aqui fugida, se o MPLA quer que o povo saiba, é muito simples, vamos oficializar crise política ! Se o MPLA decidir usar meios ortodoxos contra mim, e se livrarem de mim, estão mal, porque os meus advogados já têm tudo na mão. Os Ingleses já têm toda a minha vida financeira na mão, acabei de pagar impostos aqui e já declarei a proveniência de tudo que é meu, e declarar tudo que eu tenho. Os meus advogados sabem tudo e esta gente aqui não vão deixar tudo em branco. Eu tenho filhos menores portugueses, marido português, as autoridades portugueses têm o direito de investigar, ninguém vai ficar a rir. Se querem me matar que me matem, vou entregar tudo nas mãos de Deus, ninguém vai ficar a rir, O João Lourenço não vai ficar a rir, o MPLA não vai ficar a rir, é triste eu ter que estar a dizer isto, não  vou ser eu a ter que entornar o caldo.´´

´´Esta conversa é em resposta a esta carta do grupo parlamentar, e informo ao povo angolano que eu não vou assinar nada. Porque ninguém  pode ser coagido a ficar fora sob ameaça e depois ser coagido a assinar voluntariamente o pedido de suspensão. Eu estou fora involuntariamente, logo não vou assinar voluntariamente uma carta a pedir uma suspensão. Os meus carrascos que tirem a máscara, e acabem de fazer o trabalho e pelo menos vamos saber quem é quem ! ´´ concluiu.

 

 

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