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Angola 27 de Maio 1977: orfãos das vítimas querem esclarecimentos

Áudio 12:48
Associação M27 criada em 2018 por orfãos e familiares das vítimas do 27 de Maio de 1977 em Angola
Associação M27 criada em 2018 por orfãos e familiares das vítimas do 27 de Maio de 1977 em Angola 27maio.com

Asinalam-se esta segunda-feira (27/05) 42 anos sobre a oficialmente designada "intentona" de 27 de maio de 1977 em Angola, que causou entre 30 e 80 mil mortos e milhares de presos, com em pano de fundo o "fraccionismo" de que o então Presidente Agostinho Neto acusou os líderes do MPLA Nito Alves e José Van Dunen, expulsos do CC do partido a 21 de Maio e pouco depois uzilados.

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Desconhecem-se ainda as verdadeiras razões da chacina que antecedeu e se seguiu ao 27 de Maio de 1977, de golpe de Estado a intentona, passadno por acerto de contas entre facções e líderes do MPLA liderado por Agostinho Neto.

Para Fundação 27 de Maio criada por sobreviventes tratou-se de um "genocídio" , mas até há pouco era tabú em Angola falar do 27 de Maio, apesar de José Eduardo dos Santos, na altura ministro do Plano, ter sido nomeado por Agostinho Neto para coordenadar uma comissão de inquéritro, cujos resultados nunca foram desvendados.

No passado mês de Abril o Presidente Joao Lourenço criou uma comissão para homenagear as vítimas dos conflitos políticos em Angola desde 11 de novembro de 1975 - data da independência - até 4 de Abril de 2002 - fim da guerra civil - e evocou um monumento em homenagem aos mesmos e em Genebra o ministro da Justiça e Direitos Humanos Francisco Queirós reiterou estes propósitos.

Para falar sobre isto conversamos com Rui Tukayana um dos fundadores da Associação M27, criada em 2018 em Portugal sobretudo pororfãos de vítimas do 27 de Maio de 1977, caso do seu pai Rui Coelho, que foi fuzilado e era naaltura chefe de gabinete do então primeiro-ministro Lopo do Nascimento.

Rui Tukayana começa por referir que não esquecer é importante, mas os familiares das vítimas querem os respectivos certificados de óbito, saber onde foram enterrados, a restituição dos seus restos mortais para um funeral condigno, um monumento em sua homenagem e sobretudo perceber o porquê desta chacina.

Luanda também assinalou 27 de Maio de 1977 com uma mesa redonda

Por outro lado, o sociólogo angolano Nelson Pestana "Bonavena", director do Centro de Estudos Africanos da Universidade Católica de Angola, sublinhou esta segunda-feira (27/05) durante uma mesa redonda sobre o 27 de Maio de 1977 ocorrido esta segunda-feira, que "só haverá reconciliação entre os angolanos, se for feita justiça e reparação em relação à memória das vítimas".

Com a colaboração da Neidy Ribeiro.

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