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Angola

Tensão na Guiné Bissau onde Presidente não nomeia PM

Domingos Simões Pereira dá ultimato ao Presidente para nomear primeiro-ministro da Guiné Bissau
Domingos Simões Pereira dá ultimato ao Presidente para nomear primeiro-ministro da Guiné Bissau RFI/Miguel Martins

Continua a tensão política e social na Guiné Bissau, onde o Presidente José Mário Vaz, ainda não  mudou o primeiro-ministro, saído das eleições legislativas de março que o PAIGC ganhou. O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, acusa a comunidade internacional de não pressionar o Presidente Vaz, a nomear o primeiro-ministro e ameaça com manifestações que podem ir até ao palácio presidencial.

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Os atrasos na indicação, pelo Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, do nome do novo primeiro-ministro, saído das eleições de março passado, fazem aumentar a tensão política e social naquele país.

Os partidos da maioria parlamentar intensificam manifestações de rua contra o Presidente, os da oposição acusam o líder do PAIGC, vencedor das eleições, Domingos Simões Pereira, de querer incendiar o país e dar um golpe de Estado.

Dizem também, que Domingos Simões Pereira, está a ameaçar a comunidade internacional a quem acusa de não fazer o suficiente para pressionar o Presidente Vaz a nomear o primeiro-ministro.

Continua a troca de mimos entre os 3 principais partidos do novo Parlamento guineense.

O PAIGC, pela voz do seu líder, Domingos Simões Pereira, deu um ultimato ao Presidente da República, José Mário Vaz, dizendo que se o novo primeiro-ministro não for nomeado dentro dos próximos dias, colocará o povo na rua para manifestar a sua indignação.

Desta vez, diz Simões Pereira, a manifestação será pacífica e até pode ir acabar junto ao Palácio da presidência.

O líder do PAIGC, pediu ainda às Forças armadas no sentido de, citamos, "abrirem as alas", para permitir que o povo manifeste a sua indignação.

Domingos Simões Pereira, exortou, ainda, a comunidade internacional a assumir as suas responsabilidades e lembrou à CEDEAO que a Guiné Bissau, não pode ser tratada como se se tratasse de um elemento estranho na comunidade oeste-africana. 

Em reacção a estas declarações do PAIGC, os partidos, Madem e PRS, consideraram que Domingos Simões Pereira está a apelar à insurreição popular e ainda está a piscar o olho aos militares no sentido a que haja um golpe de Estado contra o Presidente, José Mário Vaz. 

Os dois partidos adversários do PAIGC, responsabilizam Domingos Simões Pereira por tudo o que possa acontecer no país e coloque em causa a paz social.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé.

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