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Angola

Angola: Polémica em torno das ossadas de Jonas Savimbi

Jonas Savimbi, chefe de guerrilha e líder histórico da UNITA que não consegue obter restos mortais por parte do governo do MPLA
Jonas Savimbi, chefe de guerrilha e líder histórico da UNITA que não consegue obter restos mortais por parte do governo do MPLA AFP/Issouf Sanogo

Continua a polémica em torno dos restos mortais do líder histórico, Jonas Savimbi, da UNITA, com o governo do MPLA. As ossadas de Savimbi deviam ser entregues pelo governo à família e à UNITA ontem para as cerimónias fúnebres mas houve desencontros entre uns e outros com acusações pelo meio entre Luanda e o movimento do Galo negro. 

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Jonas Malheiro Savimbi, continua a dar que falar, mesmo morto há 17 anos, com o governo afastando a UNITA do processo das exéquias fúnebres do fundador do Galo Negro.

O ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, disse hoje em Luanda que a partir de agora vai privilegiar o diálogo com a família de Jonas Savimbi excluindo a UNITA das conversações sobre as exéquias fúnebres do histórico líder do partido agora liderado por Isaías Samakuva. 

Esta quarta-feira, houve conferências de imprensa cruzadas, entre filhos de Jonas Savimbi, no Kuito, Bié, onde uma delegação espera a entrega oficial das ossadas de Jonas Savimbi para a inumação e o Ministro angolano, Pedro Sebastião, em Luanda. 

Na terça-feira, Pedro Sebastião deslocou-se ao Andulo, no Bié, para entregar a urna  à UNITA e à família de Jonas Savimbi mas os familiares e a direcção do movimento do Galo Negro, estavam no Kuito a aguardar pelos restos mortais do seu líder histórico, o que está a gerar muita polémica, em torno do programa que deveria estar consolidado no âmbito da comissão mista que integra membros do Executivo e da UNITA.

Para o Ministro de Estado, Pedro Sebastião "o programa que a UNITA elaborou é da sua iniciativa. Não foi acordado na reunião da comissão mista. O que colocou ali acordado não é que os restos mortais deveriam ter sido inumados hoje e não no sábado, como arma a UNITA". 

"Nós estamos abertos a que, em qualquer altura, se os filhos solicitarem o corpo, o governo o vai entregar imediatamente, mas a UNITA quer fazer um aproveitamento plítico desta situação e isso não aceitamos", sublinhou ainda Pedro Sebastião.

Entretanto, os restos mortais foram entregues a uma Unidade Militar sem condições, esta terça feira, depois de a Direção da UNITA ter ficado horas a Espera no Aeroporto do Kuito, enquanto os restos mortais foram transportados por um Aeronave do Governo para o Andulo.

Enquanto isto, no Kuito, a nossa enviada especial, Neydi Ribeiro, entrevistava membros da família do defunto Jonas Savimbi, que defendiam a sua própria posição. Para o filho Alleluiah Savimbi, "o programa que foi aceito era de se entregar os restos mortais do nosso pai aqui no Kuito".

Um segundo filho do líder histórico da UNITA, Durão Cheya Savimbi, declarou à RFI, que o querem é "enterrar o pai na serenidade e na paz" e que "não há divergências entre a família e a UNITA".

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