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Guiné-Bissau

Madem-G15 critica Angola e Portugal

Logotipo do Madem-G15, segunda força política da Guiné-Bissau
Logotipo do Madem-G15, segunda força política da Guiné-Bissau Madem-G15

O Movimento para a Alternância Democrática, Madem-G15, segunda foça política do país, teceu ontem duras críticas a Portugal e Angola, por aquilo que qualificou de "ingerência nos assuntos internos" da Guiné-Bissau. A posição do Madem-G15 foi expressada praticamente em vésperas da visita do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, que inicia segunda-feira uma missão de três dias a Bissau, no intuito de avaliar a situação política do país, quando permanece por indigitar o novo Primeiro-Ministro, mais de 3 meses depois das legislativas de 10 de Março.

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O grupo parlamentar da segunda força política do país, Madem-G15 acusa Portugal e Angola de "ingerência nos assuntos internos" da Guiné-Bissau em referência a recentes pronunciamentos de ambos os países sobre o impasse político vigente na Guiné-Bissau. No começo do mês, a ONU assim como o governo Português expressaram a sua incompreensão por não ter sido ainda instalado o novo governo da Guiné-Bissau, apesar de a seu ver existirem todas as condições, passados três meses após as eleições. No mesmo sentido, Angola que cumpre terceiro mandato no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, pediu ainda na passada Terça-feira medidas punitivas contra as pessoas e as entidades que continuam a criar obstáculos à normalização constitucional da Guiné.

Estas posições não agradaram ao Movimento para Alternância Democrática que, em conferência de imprensa ontem, pela voz do deputado Abdu Mané, disse que Portugal e Angola não têm lições de moral política e democrática a dar à Guiné-Bissau. O partido, disse o parlamentar "apela às autoridades destes países a se absterem de se ingerir no assuntos internos da Guiné-Bissau, a respeitar a sua soberania, as leis e as instituições da República".

Tanto o Conselho de Paz da União Africana, como a CPLP, a União Europeia e os Estados Unidos da América consideram que a nomeação do governo resultante das eleições legislativas na Guiné-Bissau não tem nada a ver com a composição da Mesa do Parlamento, foco do impasse vigente há mais de três meses.

Apesar de dois chumbos sucessivos ao nome do líder da Madem-G15, Braima Camará, para o posto de segundo vice-presidente do parlamento, este partido tem recusado indicar outro nome para o cargo. Paralelamente, o Presidente José Mário Vaz tem condicionado a nomeação do novo chefe do governo ao fim do impasse no parlamento.

Mais pormenores com Aliu Candé.

Esta situação não tem deixado de preocupar a comunidade internacional. A CEDEAO que tinha previsto uma curta passagem este Sábado a Bissau no intuito de se inteirar do clima vigente no país, acabou por adiar sine die essa deslocação. Já no final da tarde de ontem contudo, foi a vez de o conselho de paz e segurança da União Africana anunciar que chega amanhã ao país uma missão que vai efectuar uma visita de 17 a 19 de Junho. Ainda ontem, este órgão expressou a sua preocupação perante o fim do mandato da ECOMIB, previsto para 30 de Setembro, algo que do seu ponto de vista pode "pode deteriorar a segurança do país".

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