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Angola

Novas tarifas de electricidade preocupam angolanos

Novas tarifas de electricidade preocupam angolanos
Novas tarifas de electricidade preocupam angolanos REUTERS/Herculano Coroado

Em Angola entraram hoje em vigor as novas tarifas de electricidade. As autoridades asseguram que o objectivo é focalizar os subsídios na população mais vulnerável, os consumidores sentem-se lesados e afirmam que a medida lhes vai complicar a vida.

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Nas ruas de Luanda a entrada em vigor das novas tarifas não foi bem recebida. Os consumidores dizem sentir-se lesados e admitem que os novos tarifários se deviam fazer acompanhar por um aumento dos salários.

"Não acho justo porque os salários das pessoas não subiram. O governo devia ter olhado para os salários antes de fazer qualquer alteração dos preços, porque isso vai afectar a vida da população", reconheceu ao microfone da RFI um consumidor.

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O presidente do Instituto Regulador do Sector Eléctrico em Angola, Luís Mourão da Silva, explicou que o novo tarifário pretende focalizar os subsídios na população mais vulnerável. Luís Mourão da Silva acrescentou que a partir de agora o valor de referência será pago pelos consumidores que têm mais capacidade, aqueles que têm menor capacidade vão pagar menos.

"Hoje o valor de referência é pago por aqueles que têm mais capacidade, os que tem menor capacidade pagam menos. Neste reajustamento do tarifário foi vista a preocupação de focalizar os subsídios do Estado somente naqueles mais vulneráveis", garantiu.

Luís Mourão da Silva, presidente do Instituto Regulador do Setor Elétrico em Angola.

De acordo com o novo tarifário, os consumidores da categoria social, com capacidade reduzida em termos de consumo, vão continuar a pagar 2,46 kwanzas/quilowatts, enquanto que para os de consumo baixo de 200 quilowatts o valor sobe de três kwanzas para 6,41 kwanzas/ quilowatts.

Quanto à maioria dos consumidores que integram a categoria "doméstica geral " vão passar a dos 6,53 kwanzas para 10,89 kwanzas/quilowatts.

A retirada dos subsídios já tinha sido defendida pelo Fundo Monetário Internacional, que tem acordado com Angola um programa de assistência financeira no valor de 3,7 mil milhões de dólares desde o final do ano passado, assim como outras medidas para corrigir os desequilíbrios macroeconómicos do país.

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