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Angola

Jovens angolanos manifestam na Assembleia Nacional

Protestos em frente à Assembleia nacional de Angola a 13 de Agosto de 2019.
Protestos em frente à Assembleia nacional de Angola a 13 de Agosto de 2019. rfi/Daniel Frederico

As Organizações Não Governamentais Projecto Agir e a Plataforma Cazenga em Acção (PLACA), sedeados nos municípios de Cacuaco e Cazenga, manifestaram esta terça-feira em frente à Assembleia Nacional para exigir eleições autárquicas em todos os municípios.

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Dezenas de jovens manifestaram esta terça-feira em frente ao Parlamento angolano num momento em que os deputados estavam reunidos para aprovar o Projecto de Lei Orgânica e Funcionamento das Autarquias Locais e o projecto de Lei de Tutela Administrativa sobre as autarquias locais. Duas propostas de leis apresentadas pela UNITA, CASA CE e pelo governo.

Nos dois diplomas o gradualismo continua a ser um ponto fracturante no pacote legislativo autárquico com o governo, MPLA, a defender o gradualismo geográfico.

A oposição defende que a Constituição admite um gradualismo administrativo porque nem todos os municípios têm os mesmos meios para ter autonomia política e administrativa.

"Queremos autarquias em todos os municípios", "Gradualismo geográfico não" ou ainda "No meu município ninguém me representa", foram frases destacadas em cartaz pelos manifestantes.

O activista angolano Scoth Cambolo (Chaka Chaka), coordenador da associação "Plataforma do Cazenga em Acção" (PLACA) um dos organizadores da manifestação, disse à RFI que defende "a implementação das autarquias em todos os municípios do país por não existirem razões para que o direito seja anulado". Chaka Chaka crítica a actuação policial que tentou os mover à força com uso de porretes eléctricos e gás lacrimogéneo com balas de borrachas.

O Rapper de intervenção social, Jaime Domingos MC, descreve uma continuidade da ditadura apesar da troca de presidentes José Eduardo dos Santos para João Lourenço.

"A nossa Polícia é muito rude e brutal, é mal-educada, não poderiam vir com toda violência e força, mesmo com a mudança de José Eduardo dos Santos para João Lourenço, tudo o que há de negativo prevalece. Estamos descontentes com esta postura e, como cidadãos conscientes, o que estamos a tentar mostrar é a nossa insatisfação. Se haverá autarquias devem ser em todos municípios. Estamos a defender o direito de todos, até dos filhos dos polícias, porque os deputados da oposição são uma minoria na Assembleia Nacional e não conseguem defender-nos", afirmou.

Além de a polícia nacional ter impedido a realização da manifestação dos jovens, impediu também a entrada dos jornalistas na Assembleia Nacional. A polícia alegou que "os jornalistas não deveriam cobrir a manifestação, devia enquanto parceiros da polícia, minimizar a cobertura", alegava o Intendente em serviço.

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