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Angola

Angola: Álvaro Sobrinho processa Adalberto da Costa Júnior por difamação

Antigo presidente do BESA, Álvaro Sobrinho.
Antigo presidente do BESA, Álvaro Sobrinho. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1789951384585669&set=pic

Álvaro Sobrinho, antigo director do Banco Espírito Santo Angola (BESA), apresentou ontem junto da Procuradoria-Geral da República em Luanda uma queixa-crime contra Adalberto da Costa Júnior, líder da bancada parlamentar da Unita e candidato à sua presidência do principal partido de oposição, que ele acusa de crimes de difamação, calúnia e injúrias.

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O queixoso afirma numa nota distribuída à imprensa que o deputado da Unita fez declarações falsas no passado 5 de Setembro no programa "Repensar Angola" difundido na plataforma YouTube, nomeadamente ao "contar uma história sobre a existência de mais de mil milhões de Dólares de fundos, desviados do erário público em Angola, existentes nos paraísos fiscais das ilhas Maurícias e Seychelles" dos quais "70% a 80% eram pertença de Sobrinho, Director do BESA".

Na sua nota, Álvaro Sobrinho aponta também que "o deputado afirma ter dado conhecimento disso ao presidente Unita, Isaías Ngola Samakuva, que terá contactado os primeiros-ministros dos mencionados países. A isto acrescia que os governos destes países teriam tentado devolver o dinheiro à República de Angola cujo governo não tinha demonstrado interesse em recuperá-lo", o queixoso acrescentando ainda que "o participado disse ter um dossier, fruto das suas investigações, que comprova as suas declarações e que tentou usar essa informação na Assembleia Nacional, onde disse ter requerido uma Comissão de Inquérito."

Ao refutar os factos enunciados por Adalberto da Costa Júnior, o queixoso refere que "não tem e nunca teve 700 ou 800 milhões de Dólares nas ilhas Maurícias. Nas ilhas Seychelles o seu investimento é igual a zero e nas Maurícias não ultrapassa os 20 milhões de Dólares" e que em todas as circunstâncias "nunca houve nenhum montante/fundos provenientes, directa ou indirectamente, do erário público".

O antigo director do BESA refere ainda ainda na queixa-crime transmitida à PGR que "ao referir-se a Álvaro Sobrinho, conotado com a corrupção (…) e ao inventarem factos sobre fundos desviados do erário público e depositados em paraísos fiscais, é evidente o mal causado e a intenção dolosa de ofender o visado no âmago do seu bom nome e reputação".

Reagindo por seu turno a esta queixa-crime, o visado expressou estranheza perante esta iniciativa, argumentando ter feito no passado várias denúncias em nome do seu partido em torno dos litígios que marcaram a falência em 2014 do BESA então dirigido por Álvaro Sobrinho. Para Adalberto da Costa Júnior, trata-se de uma manobra política do regime de Luanda no intuito de travar a sua candidatura à liderança do seu partido cujo próximo congresso ordinário está marcado para o próximo mês de Novembro.

Mais pormenores com Avelino Miguel.

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