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Angola

Angola: João Lourenço admite que "muito há ainda por realizar"

João Lourenço, Presidente de Angola e do MPLA
João Lourenço, Presidente de Angola e do MPLA AMPE ROGERIO / AFP

O Presidente João Lourenço proferiu esta terça-feira o seu discurso anual sobre o estado da Nação, no qual reconheceu que "muito há ainda por realizar, para a satisfação das grandes necessidades que o povo enfrenta".

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Durante o seu discurso sobre o estado da Nação, o Presidente João Lourenço fez o balanço dos seus dois anos de governação e começou por reconhecer as dificuldades económicas que os angolanos hoje enfrentam

A RFI seleccionou alguns extractos do discurso presidencial:

"O nosso foco continua a ser a boa governação, a defesa do rigor e da transparência em todos os actos públicos...a luta contra a corrupção e a impunidade...a moralização da sociedade no seu todo".

Crise Económica e Dívidas

"A crise económica não é de hoje, não aconteceu em apenas dois anos, vem desde 2014, e foi-se agudizando, como consequência disto em finais de 2017 a economia estava mais apertada com a expansão da inflação".

"Entraram cada vez menos receitas líquidas em divisas no Tesouro Nacional, porque parte do nosso petróleo está à partida comprometido para honrar a dívida, o país agora, pode escapar à armadilha da dívida, as despesas com o serviço da dívida representam cerca de 50% do OGE e a dívida pública tem estado a rondar os 90% do PIB, lutamos para baixá-la até 70% em 2022".

"As dívidas com as Petrolíferas que operam no mercado Angolano reduziram, tivemos encontros com a sociedade civil, assinamos acordos com FMI e Banco Mundial ".

Promessa em 2017 de Criação de 500.000 Empregos

"Depois de interrompidos em 2014 os concursos públicos para ingresso na Administração Pública, foram feitas novas contratações na Função Pública em 2018, particularmente nos secotres da saúde e da educação, tendo sido admitidos 31.875 novos agentes do Estado".

Combate à Corrupção

"A PGR já recebeu 198 processos de Inquéritos, só em dois anos, 1327 declarações de bens, contra os 280 em 5 anos atrás".

"Decorrem 11 processos crimes contra quem desviou o dinheiro público, com destaque para recuperação e apreseensão de dinheiros, 20 imóveis e 6 viaturas".

18 activistas detidos esta terça-feira em repressão policial

Dezenas de activistas que esta terça-feira (15/10) tentaram exigir frente à Assembleia Nacional a criação de 500.000 empregos promessa eleitoral do candidato João Lourenço durante a campanha eleitoral em 2017, 18 foram detidos e os outros espancados pela polícia, momentos antes da chegada do Chefe de Estado ao Parlamento.

Estes encontravam-se a cerca de 30 metros do parlamento, nas imediações do Zamba 2, onde se concentravam para o início da marcha, que não tinha sido comunicada e fora esta segunda-feira (14/10) proibida pelo governo Provincial de Luanda, porque a lei proíbe manifestações a menos de 100 metros de distância dos orgãos de soberania e antes das 19 horas nos dias úteis.

Com a colaboração de Daniel Frederico, um dos nossos correspondentes em Luanda.

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