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Angola

Luanda: detidos 18 activistas em marcha contra desemprego

Polícia reprime activistas frente ao parlamento em Luanda, 15 de Outubro 2019
Polícia reprime activistas frente ao parlamento em Luanda, 15 de Outubro 2019 LUSA

Em Luanda esta terça-feira mais de 20 activistas manifestaram, frente ao parlamento antes do discurso anual do Presidente, para exigir os 500 mil empregos por ele prometidos em 2017,18 foram detidos e os outros feridos.

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Em Angola as manifestações são proibidas por lei a menos de 100 metros dos orgãos de soberania e antes das 19h nos dias úteis e o seu itinerário deve ser comunicado às autoridades provinciais.

Em comunicado esta segunda-feira (14/10) a polícia tentou dissuadir os manifestantes de sairem às ruas de Luanda, afirmando que iria "empregar toda a legitimidade para garantir que não haja perturbação da ordem e responsabilizar criminalmente os infractores".

Apesar disso pouco mais de 20 activistas juntaram-se na manhã desta-feira (15/10), frente ao parlamento, onde o Presidente iria pouco depois proferir o seu discurso anual sobre o estado da Nação, para exigir os 500.000 empregos prometidos por João Lourenço enquanto candidato em 2017.

18 activistas foram detidos e pelo menos 3 feridos pela forte repressão policial, como refere Gonçalo Fernando Miguel, um dos organizadores da marcha, que foi ferido numa perna e hospitalizado durante algumas horas.

Gonçalo Fernando Miguel afirma que os 18 activistas levados pela polícia estão em paradeiro incerto, pelo que o primeiro passo é "localizar onde estão detidos os activistas, porque foram detidos" e em seguida decidir como reagir.

Jà no passado dia 24 de Agosto, foram reprimidas, por vezes de forma violenta, manifestações em várias cidades angolanas, para exigir a criação dos 500.000 empregos prometidos a 22 de Julho de 2017 pelo ainda candidato João Lourenço, que prometeu criá-los na sua primeira legislatura e reduzir de um quinto a taxa de desemprego, que em 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística era de 28,8% e prevalece.

Mas a repressão nesta terça-feira não intimida os activistas do auto-denominado Movimento Revolucionário da "Primeira Geração", que reiteram que vão sair à rua este sábado dia 19 de Outubro como anunciado, para protestar contra o aumento dos preços da cesta básica.

Esta manifestação foi comunicada ao Governo Provincial de Luanda e os três autores de um vídeo de promoção à mesma, foram indiciados de "atentado contra a segurança do Estado" e já foram ouvidos duas vezes pelo Serviço de Investigação Criminal de Viana (arredores de Luanda) sendo que na última três seus apoiantes foram igualmente detidos por "desacato às autoridades".

Um membro do 1ª Região Militar Norte também afirmou que a sua unidade vai juntar-se à marcha, que deverá começar no Fermat do Cazenga e terminar no limite dos 100 metros de distância do Palácio Presidencial.

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