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Música

Paris cantou em português com Pongo

Pongo acutou esta quinta-feira na sala La Cigale.
Pongo acutou esta quinta-feira na sala La Cigale. Pongo

No dia em que a UNESCO aprovou a comemoração anual do Dia Mundial da Língua Portuguesa, o público parisiense da sala La Cigale repetiu refrões em português da cantora angolana Pongo no âmbito do Festival MaMA. Na plateia estava, também, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva.

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Esta quinta-feira, a UNESCO aprovou a comemoração anual do Dia Mundial da Língua Portuguesa a 5 de Maio. Horas depois, a música da angolana Pongo pôs os franceses a cantar em português.

À noite, na sala La Cigale e no âmbito do Festival MaMA, a cantora Pongo fez dançar o público parisiense aos ritmos do kuduro e fê-lo cantar versos das suas músicas em português.

Onze anos depois de ter sido a voz do "Wegue Wegue" dos Buraka Som Sistema,  Pongo terminou o concerto com o famoso "wegue wegue"  que foi entoado em coro pela sala. A cantora começou o espectáculo com "Quem manda no Mike?", o tema que vai ser o primeiro single do segundo EP. A maioria das canções apresentadas fazem parte do seu primeiro disco, "Baia", como "Kuzola" que aqui deixamos num curto excerto.

Na plateia, estava também o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

"Vim porque estou aqui para uma conferência na Sorbonne para comemorar os cem anos do ensino de estudos portugueses na época moderna em França e, ao mesmo tempo, a participação portuguesa este ano no Festival MaMA é apoiada pela estrutura Portugal Muito Maior, financiada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros. Aproveitei o facto de vir de véspera para assistir a este concerto", afirmou. 

Quanto a render-se aos ritmos do kuduro, o ministro disse ter dançado "interiormente". Pongo já tinha feito dançar o Presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, quando foi convidada para actuar no âmbito da Festa da Música.

Esta sexta-feira, Augusto Santos Silva participou no colóquio internacional do centenário do ensino da língua portuguesa na Universidade Sorbonne e fez uma intervenção sobre “língua portuguesa, no cruzamento de línguas e culturas”.

 

O “novo som” de Portugal ouve-se em Paris

Pongo, Venga Venga, Paus, Best Youth e Pedro Mafama sobem ao palco esta quinta e sexta-feira, em Paris, no MaMA Festival & Convention. Portugal é o país convidado desta 10ª edição e é descrito como o viveiro de “muita criatividade” que está a criar “um som particular” graças à mestiçagem de influências entre a música tradicional portuguesa e os sons de Angola, Moçambique, Brasil ou Guiné-Bissau.

Dez anos de festival marcados por imensas descobertas. O MaMA Festival & Convention, em Paris, revelou artistas como Christine & The Queens, Eddy de Pretto e Angèle e quer continuar a criar pontes entre os artistas e a indústria musical, de acordo com o seu director, Fernando Ladeira Marques.

Este ano, mais de cem concertos à noite e 150 conferências durante o dia, com 6.000 profissionais do mundo da música, marcam uma edição aniversário em que Portugal é o país convidado. Fernando Ladeira Marques explica que a escolha tem a ver com Portugal ser actualmente um viveiro de “muita criatividade” mas com “pouca visibilidade”.

Em Portugal, muitos artistas são originários de Angola, de Moçambique, do Brasil, da Guiné-Bissau, juntam-se com músicos portugueses e criam um som particular. O primeiro sucesso internacional foi Buraka Som Sistema e atrás dessa banda aparecem cada dia bandas novas”, descreveu.

Pongo, Venga Venga, Paus, Best Youth e Pedro Mafama são os cinco nomes oriundos de Portugal no cartaz com artistas de várias nacionalidades, ainda que a maioria sejam franceses. A angolana Pongo, que há 11 anos ficou conhecida como a voz dos Buraka Som Sistema, vai actuar, esta quinta-feira, na sala La Cigale e acredita que a participação no festival pode abrir novas portas. “O MaMA Festival é um grande suporte para um projecto inicial como o meu”, destacou.

O grupo Paus aparece no cartaz do festival pela segunda vez e vai mostrar uma faceta mais contemporânea e vanguardista da cena musical portuguesa. Uma “banda improvável”, descreve Hélio Morais, o baterista, que fala “numa misturada, uma coisa muito rítimica, intensa” e com influências africanas e anglo-saxónicas.

É uma banda que tem uma bateria siamesa que é uma bateria unida pelo mesmo bombo e pelo mesmo prato ‘ride, não tem guitarras, tem um tipo que é o Fábio a tocar sintetizadores, tem outro que é o Makoto a tocar baixo. Nem sempre o baixo soa a baixo, nem sempre os teclados soam a teclados. Muitas vezes os teclados soam a baixo e o baixo soa a teclados”, explicou.

O arranque do festival, na quarta-feira, foi dado por uma conferência sobre o mercado da música ao vivo em Portugal. Os intervenientes apontaram a existência de 21 grandes festivais, entre 380 festivais de música em todo o país, e salientaram o fervilhar de um novo som mais experimental que está a crescer em Portugal.

Curiosamente e extraordinariamente, o nosso país tem um talento fantástico. Hoje em dia temos portugueses com origens asiáticas, africanas, brasileiras, europeias, por aí fora, e isso está a gerar um novo movimento musical cheio de influências e com uma riqueza única que se pode escutar nas músicas populares contemporâneas”, defendeu António Miguel Guimarães, director da agência de promoção AMG Music.

Na sala Elysée Montmartre, onde produtores, agentes, editores, jornalistas e músicos se cruzam, há um espaço chamado “Portugal Muito Maior”. Trata-se de um projecto com o apoio do governo que vai ajudar na participação de músicos portugueses em feiras nacionais e internacionais. O músico João Gil, coordenador do projecto, explicou também que vai ser lançado um inventário digital de artistas lusos espalhados pelo mundo.

O MaMA Festival & Convention começou esta quarta-feira e termina esta sexta-feira.

Entretanto, Pongo lançou, a 9 de Novembro, o primeiro single do segundo EP que vai ser editado em 2020, com a Universal França.“Quem manda no mic" [microfone] é o título do novo tema que já abre os seus concertos.

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