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Cabinda

“Elevado” número de detenções em Cabinda

Imagem de arquivo (Cabinda, 22 de Janeiro de 2010.)
Imagem de arquivo (Cabinda, 22 de Janeiro de 2010.) ISSOUF SANOGO / AFP

A manifestação convocada para esta terça-feira em Cabinda “foi abortada”, disse à RFI o activista José Marcos Mavungo que denunciou que houve “um número elevado de activistas detidos”. O protesto foi convocado pelo Movimento Independentista de Cabinda para pedir um referendo para se desvincular do Estado angolano e “para que o mundo saiba que há um problema em Cabinda”.

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Em Cabinda, foram detidos, esta terça-feira, vários activistas que iam manifestar para pedir um referendo sobre o futuro deste território. O protesto tinha sido convocado pelo Movimento Independentista de Cabinda (MIC).

O activista José Marcos Mavungo contou à RFI que o objectivo desta manifestação, em pleno dia internacional dos direitos humanos, é chamar a atenção da comunidade internacional para Cabinda e relatou que “há um número elevado de activistas detidos”.

Há um número elevado de activistas detidos, entre os quais Carlos Vemba, secretário para a Informação do MIC. Muitos foram detidos na Parada dos Fiéis, outros no hospital e o secretário para a Informação do MIC foi detido numa rua. Praticamente a manifestação foi abortada, não teve lugar. Há quem diga que foram detidos 40 , há quem diga que são 22. Não temos o número exacto dos que foram detidos”, afirmou.

José Marcos Mavungo acrescentou que “a cidade acordou com um grande dispositivo policial espalhado em todas as artérias da cidade de Cabinda, em especial na Parada dos Fiéis onde devia haver a manifestação” e resumiu: “Em Cabinda não se pode manifestar, não se pode reclamar”.

O activista precisou, ainda, que o objectivo da manifestação era “reclamar o direito do povo de Cabinda à sua autodeterminação”.

A autodeterminação é um direito que todos os povos têm, está bem patente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e, tendo em conta os contornos que a questão de Cabinda tem, os organizadores acharam que tinham que manifestar para que o mundo saiba que há um problema em Cabinda”, explicou.

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