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Angola

Sindika Dokolo: "é um processo unilateral"

Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos Mike Coppola / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Sindika Dokolo contesta as acusações de que é alvo por parte da justiça angolana. O Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto de contas bancárias pessoais da empresária angolana e filha do antigo Presidente angolano, Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo e Mário da Silva.

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Segundo a PGR, a filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos e o marido, são responsáveis pelo prejuízo superior a mil milhões de dólares ao Estado angolano, em negócios celebrados com empresas, entre elas a Sonangol e Sodiam, empresa pública de venda de diamantes.

Em entrevista à RFI, o empresário congolês (RDC) contesta as acusações, fala num processo unilateral sem direito a contraditório e sublinha que em Angola vive um momento de “vingança”: “Reajo com consternação, porque pensava que isto não era possível em Angola. O julgamento que levou a esta decisão foi realizado em sigilo total. Nem eu, nem a minha esposa, nem os nossos advogados, nem os mandatários que representam as nossas empresas foram notificados. Portanto, trata-se de um processo unilateral. Que eu denuncio. Não é assim que funciona um estado de direito. É preciso que nos possamos defender e questionar as provas e acusações que nos são imputadas. É o mínimo de uma justiça credível.

No que diz respeito ao calendário do anúncio, sabendo que existe realmente uma espécie de vingança, um ambiente político desastroso em Angola entre o novo presidente e o antigo, parece-me que de facto é complicado considerar ou imaginar que estas medidas possam ser legítimas”.

A entrevista a Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos, foi realizada por Sonia Rolley. Pode ouvir a versão original, em francês, aqui.

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