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Luanda Leaks

Isabel dos Santos responde ao Luanda Leaks

Isabel dos Santos e o seu marido Sindika Dokolo no Festival de Cannes en Maio de 2017.
Isabel dos Santos e o seu marido Sindika Dokolo no Festival de Cannes en Maio de 2017. Stephane Cardinale - Corbis/Corbis via Getty Images

A empresária angolana Isabel dos Santos reagiu, esta segunda-feira, em entrevista e na sua conta do Twitter, à investigação Luanda Leaks. A filha do ex-Presidente angolano fala em “documentos falsos e falsa informação” e “caça às bruxas” coordenado com o Governo angolano. Ministro angolano avisa que "ninguém pode estar acima da lei". O dia foi de várias reacções ao Luanda Leaks.

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Através da sua conta do Twitter, Isabel dos Santos afirmou que a investigação Luanda Leaks é baseada em “documentos falsos e falsa informação” e fala em "ataque político" coordenado com o Governo angolano.

A empresária e filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, no alvo da investigação aos esquemas financeiros revelados no Luanda Leaks, também afirmou, hoje, ao canal de televisão britânico BBC que "todos vão ficar a perder" devido às investigações e lamentou que “Angola tenha escolhido este caminho" que descreveu como uma “caça às bruxas”.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), que integra vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a RFI, analisou, ao longo de vários meses, mais de 715 mil ficheiros relativos aos negócios de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que ajudam a reconstruir o caminho que a levou a tornar-se a mulher mais rica de África.

Durante a investigação, foram identificadas mais de 400 empresas e subsidiárias a que Isabel dos Santos esteve ligada nas últimas três décadas, incluindo 155 sociedades portuguesas e 99 angolanas.

Entre as revelações está um esquema de ocultação na petrolífera estatal angolana Sonangol, que teria permitido o desvio de mais de 100 milhões de dólares para o Dubai e que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no Eurobic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal accionista, foi esvaziada no dia seguinte à demissão da empresária.

Esta segunda-feira, a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) confirmou à agência Lusa ter cessado os contratos de serviços a empresas controladas por Isabel dos Santos, indicando que iniciou uma investigação em resposta às “alegações muito sérias e preocupantes" levantadas pelo Luanda Leaks.

Veja aqui mais revelações do Luanda Leaks.

 

Ministro angolano avisa que “ninguém pode estar acima da lei”

Esta segunda-feira, à margem da primeira Cimeira de Investimento Reino Unido-África, que decorre em Londres, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social de Angola, Manuel Nunes Júnior, afirmou que “ninguém pode estar acima da lei”.

"Nós, em Angola, estamos a montar um novo paradigma de governação. Com este novo paradigma nós temos dois factores fundamentais que achamos que devemos dar uma atenção muito especial. Um: precisamos de ter em Angola um verdadeiro Estado de Direito porque consideramos que um Estado de Direito é o elemento essencial para que haja confiança dos agentes na sociedade em que estão inseridos. Nós consideramos que, desse ponto de vista, ninguém pode estar acima da lei, que a lei deve ser igual para todos, as oportunidades devem ser iguais para todos e todos devem sentir-se como cidadãos livres, com capacidade para intervir para resolver os seus problemas e ao resolverem os seus problemas estarão a resolver os problemas do país de um modo geral”, afirmou Manuel Nunes Júnior, num som registado pela agência Lusa.

 

 

Primeiro-ministro de Cabo Verde segue Luanda Leaks "de uma forma interessada"

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, admite que o seu executivo segue as revelações do Luanda Leaks "de uma forma interessada", ainda que "não é algo que interpela o Governo de Cabo Verde".

"Nós vamos acompanhando, de uma forma interessada, aquilo que se está a passar. Não tem a ver com Cabo Verde directamente, tem a ver com os investimentos que ela tem em várias partes do mundo. Não é algo que interpela o Governo de Cabo Verde, é isso que eu quero dizer. É uma matéria que está sob investigação, como eu disse, não interpela o Governo cabo-verdiano. Eu não tenho de fazer o papel de analista nem de comentador relativamente a essa matéria", afirmou Ulisses Correia e Silva. 

 

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