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Luanda Leaks: para Eugénio Costa Almeida "as procuradorias de Angola e Portugal vão ter de actuar"

Áudio 07:47
Isabel dos Santos. 5 de Fevereiro de 2018. Maia, Portugal.
Isabel dos Santos. 5 de Fevereiro de 2018. Maia, Portugal. MIGUEL RIOPA / AFP

Um consórcio internacional de jornalistas do qual RFI é parceira tem desde este fim-de-semana divulgado o resultado da análise durante largos meses de mais de 700 mil documentos relativos às actividades da empresária e filha do antigo presidente angolano, Isabel dos Santos e do seu marido Sindika Dokolo, fazendo emergir sob a denominação de "Luanda Leaks", a teia dos negócios de ambos que passam por Angola, Portugal e outros países.

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Estes negócios terão -de acordo com estes documentos- sido lesivos aos interesses de Angola, nomeadamente no que toca aos benefícios resultantes das parcerias público-privadas estabelecidas enquanto José Eduardo dos Santos esteve no poder em Angola, entre as entidades controladas pelo casal e a empresa pública de diamantes Sodiam na aquisição em 2012 da empresa joalheira de luxo "de Grisogno", ou ainda a petrolífera angolana Sonangol que em 2005 participa na aquisição de participações na portuguesa Galp.

Mais tarde, depois de pouco mais de um ano na direcção da Sonangol (entre Junho de 2016 e Novembro de 2017), o "Luanda Leaks" refere ainda que através de um esquema de ocultação na petrolífera estatal, a empresária Isabel dos Santos teria desviado mais de 100 milhões de dólares para o Dubai e que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no Eurobic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal accionista, foi esvaziada no dia consecutivo à sua demissão.

Para Eugénio Costa Almeida, investigador angolano do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa, o que foi divulgado no "Luanda Leaks" não foi surpreendente e este caso "é capaz de ter um caudal muito superior ao rio Zaire".

 

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