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Angola

Polícia reprime manifestação em Luanda contra gradualismo nas autárquicas

Repressão policial contra manifestantes em Luanda 15/10/2019
Repressão policial contra manifestantes em Luanda 15/10/2019 LUSA

Angola prevê organizar as suas primeiras eleições autárquicas em 2020, dezenas de manifestantes exigiram esta quinta-feira que o processo seja global e não gradual como pretende o governo, alegando falta de condições, vários foram detidos.

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A manifestação denominada "Jovens pelas Autarquias" foi convocada por várias organizações cívicas angolanas entre as quais a Plataforma Cazenga em Acção - PLACA - e o Projecto Agir.

A concentração teve lugar na manhã desta quinta-feira (23/01) frente ao parlamento, no mesmo dia em que este organizava a sua primeira reunião plenária de 2020, com 12 pontos em agenda e nenhum no que diz respeito ao pacote legislativo sobre as eleições autárquicas, que ainda não está concluido.

Váias dezenas de jovens foram detidos, frente ao parlamento e depois frente à esquadra onde eles foram presos, entre os quais o rapper e activista Luaty Beirão, Hitler Samussoco também do processo 15+2, mas também o coordenador do Projecto Agir Fernando Gomes e seu homólogo da PLACA Scotch Kambolo, bem como dois jornalistas da agência de notícias de Portugal Lusa, sob pretexto de que "não podiam reportar a mnifestação", todos foram entretanto libertados.

Os "Jovens pelas Autarquias" consideram que o processo autárquico tem sido tratado de "forma dilatória" no parlamento e interrogam-se se "nas eleições em 2017 o MPLA ganhou em 156 dos 164 municípios, porque tem medo ?".

Os partidos da oposição também exigem a realização de eleições em simultâneo em todo o país e consideram que se até Março o pacote eleitoral não for aprovado no parlamento, as eleições só terão lugar em 2021.

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