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Angola

João Lourenço não vai negociar com Isabel dos Santos

O Presidente angolano, João Lourenço. Imagem de arquivo de 4 de Abril de 2019 em Moscovo.
O Presidente angolano, João Lourenço. Imagem de arquivo de 4 de Abril de 2019 em Moscovo. Pavel Golovkin / POOL / AFP

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, expressou-se sobre o Luanda Leaks, e à semelhança da Procuradoria-geral da República, desmentiu qualquer negociação com a empresária Isabel dos Santos.

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Entrevistado pela emissora alemã Deutsche Welle, João Lourenço fez as primeiras declarações sobre a investigação do “Luanda Leaks”, que expôs os esquemas financeiros por detrás do império de Isabel dos Santos. O Presidente angolano afirmou não existirem negociações com a empresária e filha do antigo Presidente angolano, actualmente arguida num processo-crime em Angola.

No entanto, João Lourenço admitiu que “fez parte do sistema”, que sustentou o seu antecessor, José Eduardo dos Santos, mas argumentou que só quem conhece o regime está preparado para fazer mudanças.

“Quem fez as grandes mudanças não são pessoas de fora, são as que conhecem o sistema”, afirmou o chefe de Estado.

O Presidente angolano foi ministro da Defesa do antigo Presidente José Eduardo dos Santos e secretário-geral do MPLA, partido do poder em Angola há quase 40 anos.

Nos últimos dois anos, João Lourenço deu início a um combate contra a corrupção no seu país, o que motivou a justiça angolana a mover um processo contra a filha do antecessor, Isabel dos Santos, e uma ordem de arresto de bens no valor de mil milhões de euros.

Quanto a outras investigações judiciais, João Lourenço lembrou que os antigos Presidentes gozam de imunidade durante pelo menos cinco anos e que compete à justiça tomar essas decisões. O mesmo acontece no caso do antigo vice-presidente Manuel Vicente, acusado de pagar quase um milhão de euros de suborno a um procurador português. Manuel Vicente também goza de imunidade, apesar do pedido para que o processo fosse transferido para Angola, “não significa absolvição”.

Mais pormenores com o nosso correspondente em Luanda, Avelino Miguel.

Correspondência de Luanda

 

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