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Angola

Coronavírus: Angola sob vigilância máxima

Médicos no Centro Internacional de Conferências e Exposições de Wuhan, 05/02/20
Médicos no Centro Internacional de Conferências e Exposições de Wuhan, 05/02/20 China Daily via REUTERS

Angola integra a lista de 13 países com prioridade máxima na luta contra o coronavírus. A Organização Mundial de Saúde reafirmou o apoio activo aos 13 países que precisam de ser vigiados de perto devido aos laços directos com a China.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou o apoio activo aos países na coordenação de esforços de preparação e fez uma lista com 13 países com estreitos laços com a China.

Na região africana, os países de prioridade máxima são, além de Angola, a África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Etiópia, Gana, Ilhas Maurícias, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

O Governo angolano impôs obrigatoriedade de quarentena para todas as pessoas que entrarem no país provenientes da China. Actualmente, 40 pessoas estão sob observação em Angola.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, a quarentena aplica-se a cidadãos angolanos, chineses ou de outras nacionalidades que cheguem a partir da China ou que tenham estado em contacto com pessoas afectadas, visando prevenir o contágio com o coronavírus, que já provocou 636 mortos na China.

"Já temos um hospital referência da Barra do Kwanza, onde se encontram 40 cidadãos que chegaram nos voos há alguns dias", afirmou o chefe da diplomacia angolana.

Em Moçambique estão quatro cidadãos chineses em quarentena voluntária num hotel.

A OMS está a enviar equipamentos essenciais para a realização de rastreios e para a gestão de casos suspeitos nos aeroportos e pontos de entrada.

"A OMS está a colaborar com parceiros para reforçar o nível de preparação em determinadas áreas, incluindo no que diz respeito à sensibilização das comunidades e ao aumento das capacidades de tratamento, caso seja necessário", indica.

Escassez de material de protecção contra o vírus

A quantidade de máscaras e outros materiais de protecção contra o coronavírus começa a ser insuficiente, advertiu esta sexta-feira o director da OMS.

"Enfrentamos uma escassez crónica de equipamentos de protecção pessoal", declarou o director geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No início da semana, o governo chinês reconheceu a necessidade urgente de máscaras protectoras para enfrentar a epidemia de pneumonia viral, que contaminou 31.161 pessoas na China continental, matou 636 pessoas, segundo o último balanço oficial.

No resto do mundo, foram confirmados 240 casos de contaminação em 30 países, incluindo duas mortes em Hong Kong e nas Filipinas.

A OMS anunciou esta semana que vai enviar máscaras, luvas, roupas de protecção, equipamentos respiratórios e kits para detectar o vírus aos países que solicitarem ajuda.

600 milhões de euros para combater coronavírus

A Organização Mundial da Saúde estima serem necessários 675 milhões de dólares para aplicar um plano global para combater nos próximos três meses o vírus.

A OMS revelou ainda que especialistas se vão reunir em Genebra, na Suíça, nos próximos dias 11 e 12 de Fevereiro para definir prioridades na investigação e desenvolvimento de medicamentos, diagnósticos e vacinas.

Até agora, há mais de 31.000 pessoas infectadas e 636 mortes causadas por este vírus.

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