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Angola

Angola: VIH/Sida continua dramática

VIH/Sida em Angola continua preocupante com 28.000 novos casos anuais
VIH/Sida em Angola continua preocupante com 28.000 novos casos anuais REUTERS/Dinuka Liyanawatte

ONG's activas no combate à sida em Angola criticam o desempenho das autoridades face ao número de infecções no país que não tem abrandado. Existem 500 mil seropositivos e, o ano passado, perderam a vida 14 mil pessoas.

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As organizações-não governamentais angolanas de luta contra o VIH-SIDA mostram-se preocupadas com o combate à doença, visto que a situação continua dramática: registam-se, em média, 28 mil novos casos anuais.

De acordo com dados oficiais, o país conta com mais de 500 mil seropositivos e com uma taxa de prevalência  da doença de cerca de 2%, ainda assim a mais baixa da África Austral.

A degradação das condições sociais da população, que estimula o abandono de infectados ao tratamento, a falta de medicamentos e a ausência de campanhas de prevenção estarão na base do aumento de seropositivos e de óbitos em Angola, dizem as ONG. 

As mesmas organizações dizem que o país conta com uma Comissão Nacional de combate à doença que "tem feito pouco para impedir o seu crescimento do vírus nas várias regiões de Angola".

O caso do presidente da Rede Angolana de Organizações de Serviços de Sida (Anaso), António Coelho que, à margem de uma reunião de alto nível, em Luanda, entre o Governo de Angola e o Fundo Global de Luta Contra a Sida, Tuberculose e Malária, diz que "temos boas políticas, temos boas estratégias, mas se for ao terreno não há implementação das acções porque não há fundos”, sublinhou o responsável, acrescentando que o Governo “tem grande dificuldade em colocar dinheiro” para responder a doenças como o HIV/Sida.

António Coelho aponta ainda “sérios problemas na recolha e tratamento dos dados” ao lembrar que a taxa de prevalência de 2% “vem de há 10 anos” o que significa que existem entre 350 mil a 500 mil pessoas a viver com HIV no país, das quais só 78 mil estão a fazer tratamento.

Angola está também entre os países como mais alta taxa de transmissão vertical do HIV (de mãe para filho), na ordem dos 28%.

Só o ano passado, o país registou a morte de 14 mil pessoas vítimas do HIV-SIDA.

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