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Angola

Angola: parlamento rejeita pedido de repatriamento de estudantes de Wuhan

O edifício-sede da Assembleia Nacional de Angola em Luanda
O edifício-sede da Assembleia Nacional de Angola em Luanda PAULO CUNHA/LUSA

Estudantes angolanos retidos em Wuhan, reclamam o seu regresso ao país, o parlamento aprovou com votos do MPLA uma resoluçao de solidariedade, mas rejeitou o seu repatriamento proposto pela CASA CE e apoiado pela UNITA.

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Em vídeos difundidos pelas redes sociais Watsapp, 38 estudantes angolanos clamam por socorro e dizem estar abandonados.em Wuhan, cidade em quarentena desde 23 de Janeiro e epicentro da epidemia do novo coronavírus na China continental, onde já causou mais de 2.300 mortos.

Não temos água mineral para beber, nem pão conseguimos comprar, porque os portões da universidade estão trancados e mesmo que não estivermos infectados pela doença não podemos sair, corremos o risco de morrer de fome” dizem.

A bancada parlamentar do MPLA aprovou na passada quarta-feira (19/02) uma resolução manifestando solidariedade para com estes estudantes, mas rejeitou uma proposta da CASA-CE na oposição que teve o apoio da UNITA, para que o governo repatrie os angolanos, que queiram regressar ao país, devido à epidemia do coronavírus que afecta a China.

Daniel Frederico, correspondente em Angola

"A resposta do Governo é que só em ultima instância os jovens devem regressar ao país porque não se quer beliscar as relações que temos com a China...isto é gravíssimo, o dinheiro que recebemos na negociação com a China é mais importante que a vida? Se os outros países estão a ir buscar os seus, nós não porquê?”, interrogou o deputado da UNITA Raúl Danda.

A proposta para acrescentar ao documento o repatriamento dos angolanos veio da bancada da CASA-CE, cujo líder parlamentar, Alexandre Sebastião André, disse que os angolanos na China têm manifestado a vontade de regressar e "estão em causa vidas humanas".

Fernando da Piedade Dias dos Santos

O presidente do parlamento angolano Fernando da Piedade Dias dos Santos "Nandó" alega que a decisão de repatriamento cabe ao governo executivo, “os membros executivo estão aqui nesta sala, sabemos que o governo vai fazer o que tiver a fazer, e vão levar as nossas intenções e resoluções".

 

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