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Angolanos desrespeitam quarentena

Apesar do Estado de Emergência em Angola devido à pandemia de coronavírus, a população continua nas ruas.
Apesar do Estado de Emergência em Angola devido à pandemia de coronavírus, a população continua nas ruas. © Daniel Frederico RFI

A população angolana está a desrespeitar o Estado de Emergência decretado devido à pandemia do coronavírus e as ruas do país continuam repletas de pessoas.

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Os angolanos cumprem o segundo dia de Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República, João Lourenço para os próximos 15 dias.

É visível, no entanto, na capital angolana, em Luanda,  a livre circulação de pessoas nas ruas, como constatou a RFI, nas principais vias com pouca presença policial, longas filas e aglomerações nas dependências bancárias e mercados que continuam a funcionar normalmente.

A Polícia Nacional, segundo o Comandante Geral, o comissário-chefe Paulo de Almeida, avisa que os seus efectivos não vão tolerar a desobediência dos cidadãos e pode recorrer aos meios de repressão. "São 15 dias que nós vamos ter algumas restrições, o nosso apelo é para que todos cidadãos obedeçam ao decreto presidencial sobre o Estado de Emergência. A polícia vai usar duas medidas pedagógicas de sensibilização dos cidadãos em cumprir e regressar para casa, e terá a responsabilidade de reprimir, quando houver desobediência, não vamos tolerar, não vamos de certa forma tenuar, por que se trata da saúde publica que pode afectar todos nós", garantiu. 

Angola já tem 5 casos confirmados, que poderá ser atualizado a qualquer momento, devido às 6 amostras em laboratório, que podem conhecer os seus resultados ainda este Sábado.

A Ministra da Saúde, Silvia Lutukuta garantiu já ter pedido ajuda à China e a Cuba com vista ao envio de profissionais a Angola. 

O Governo aprovou, esta quinta-feira, um Plano de Contingência de Abastecimento de Água, sobretudo à população mais vulnerável, em resposta das recomendações do Conselho da República e no quadro das medidas de prevenção e combate à pandemia da Covid-19.

Os serviços estão garantidos para cidadãos, entidades públicas e privadas, com base num entendimento alcançado com os operadores e prestadores de serviços públicos e privados do sector, oferecendo a possibilidade de ligação gratuita para sete números de emergência 111, 112, 113 e 116,  para o INADEC, hospitais e centros de saúde seleccionados. Ficam disponíveis 45 minutos de ligações de voz por telemóvel e o envio de 30 mensagens (SMS) na rede xa da Angola Telecom, TV Cabo e MSTelcom. Para os assinantes da televisão por satélite, haverá a disponibilização ininterrupta dos canais de televisão TPA1 e TPA2 nas Plataformas ZAP e Multichoice. 

Já a falta de materiais nos hospitais é uma questão que preocupa os técnicos de saúde. A classe médica e de enfermeiros no país está com receios devido à escassez de equipamentos de protecção para a pandemia do coronavírus.

Todos os dias, o Centro Integrado de Segurança Publica (CISP) recebe mais de 200 chamadas relacionadas com a doença.

As autoridades determinaram que a partir deste sábado os transportes públicos e privados devem apenas transportar no máximo "um terço de passageiros", em relação à sua capacidade, no âmbito do estado de emergência devido à Covid-19.

 

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