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Angola

“Passaporte falso não serviu de prova no arresto dos bens de Isabel dos Santos”

Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. PUBLICO/AFP/File

A empresária angolana, Isabel dos Santos, acusou as autoridades angolanas e portuguesas de terem usado um passaporte falso como prova no arresto dos seus bens. Acusações desmentidas pelo porta-voz do PGR de Angola que confirma a existência de um passaporte falso, mas garante que o arresto foi feito no âmbito de uma providência cautelar.

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O porta- voz do Procurador-Geral da República de Angola garantiu à RFI que o arresto dos bens da empresária angolana foi feito no âmbito de uma providência cautelar e não com base num documento.

 

“Ela deve ao Estado angolano cinco mil milhões de dólares e o arresto decretado foi no âmbito de uma providência cautelar, o passaporte não serve de prova”, explicou.

Ontem, Isabel dos Santos acusou as autoridades angolanas e portuguesas de terem usado um passaporte falso como prova no arresto dos bens. No comunicado, pode ler-se que é no final de Abril de 2020, quando os advogados de Isabel dos Santos têm acesso ao processo, que descobre a cópia de um falso passaporte, com a foto da empresária, mas com assinatura do já falecido actor de cinema, Bruce Lee, e outros documentos.

Álvaro João confirma a existência de um passaporte falso, que terá sido enviado à embaixada de Angola no Japão, e que prova que Isabel dos Santos tinha intenções de investir no Japão.

“Aquilo, o passaporte, vem num leque de documentos que confirmam que, de facto, a empresária tinha intenções de investir no Japão”, refere.

Os documentos dão conta que Isabel dos Santos pretendia ilegalmente exportar capitais para o Japão. O alvo era uma empresa japonesa, Synapse Corporation Inc, onde era proposto um acordo de empréstimo «que podia ir até aos mil milhões de dólares», feito por um homem de negócios do Médio Oriente, que dizia estar a representar a filha do antigo Presidente de Angola.

O porta- voz do PGR acrescenta que o passaporte falso “tem o nome de Isabel dos Santos, mas está lá uma rubrica de Bruce Lee” está a ser investigado pelo Serviço de Migrações e Estrangeiros para averiguar a autenticidade do documento.

“ A ser verdade, aquilo é uma falsificação grosseira, nem uma criança fazia aquilo”, concluiu.

Isabel dos Santos nega todas as acusações e fala em “provas forjadas” para criar perante o tribunal “uma falsa aparência” de que se preparava para levar dinheiro para o Japão e esconder o seu património, sendo urgente arrestar os seus bens.

  

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