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Aviação/Brasil

Gripen e Rafale continuam no páreo da licitação da FAB

O caça Rafale da Dassault.
O caça Rafale da Dassault. Flickr/ oalfonso

A pouco menos de um mês do final do mandato, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ainda pode anunciar a decisão sobre a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira. Para analistas entrevistados pela RFI, o Rafale francês e o avião sueco Gripen continuam no páreo.

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A escolha do governo brasileiro deve recair, provavelmente, em um dos concorrentes europeus que acenam com a transferência de tecnologia. Ou seja, entre a francesa Dassault e a sueca Saab. Pelo menos essa é a avaliação de Antônio Jorge Ramalho, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília. Para ele, o processo já está encaminhado e o especialista diz ser pouco provável que a concorrente americana surpreenda e ganhe a licitação. Embora, nos bastidores, se saiba que os pilotos da FAB preferem os aviões da americana Boeing. Ramalho argumenta ainda que o Brasil não deve adiar a decisão por muito tempo para evitar desgastes maiores.

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Antônio Jorge Ramalho

A França, que até hoje ainda não conseguiu exportar os Rafale para nenhum outro país, tem cortejado intensamente o Brasil na esperança de vender as suas aeronaves. A aliança estratégica entre os dois países cresceu ao longo dos dois mandatos do presidente Lula e, para Nelson During, editor do site DefesaNet, mesmo que as aeronaves francesas não vençam essa licitação, as relações bilaterais não estão ameaçadas. Até porque, explica, os dois países possuem ainda outros projetos importantes de cooperação, especialmente a compra dos submarinos franceses Scorpène e de uma frota helicópteros para as Força Armadas brasileiras.

Nelson During, especialista do site DefesaNet.

Ainda segundo During, o adiamento da decisão para o futuro governo de Dilma Rousseff leva o processo de compra dos caças praticamente para a “estaca zero”. O analista lembra que o final do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi marcado pelo mesmo impasse e o presidente Lula terminou por herdar o caso. Uma opinião que não é partilhada pelo professor Ramalho. Para ele, o atraso na decisão reflete apenas a vontade de Lula de incluir a presidente eleita Dilma Rousseff na compra dos caças, que é uma dos pontos-chave do programa de modernização da Aeronáutica.

O valor da compra das aeronaves fica em torno de 7 bilhões de dólares, um custo elevado a ser bancado em um final de mandato. O presidente Lula reconheceu o peso dessa decisão nesta terça-feira. “Essa é uma dívida muito grande e de longo prazo para o Brasil”, resumiu Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista a TV BRASIL

 

 

 

As entrevistas foram concedidas à repórter Taíssa Stivanin.

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