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Brasil/eleições

Resultado em São Paulo definirá equilíbrio de forças nas eleições de 2014, dizem analistas

Eleitor vota manualmente na 22ª seção de votação da Casa Rui Barbosa, em Botafogo, na zona sul
Eleitor vota manualmente na 22ª seção de votação da Casa Rui Barbosa, em Botafogo, na zona sul Tânia Rêgo/ABr

Nove capitais brasileiras já têm novos prefeitos, eleitos no primeiro turno das eleições municipais neste domingo: Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Aracaju, Belo Horizonte, Palmas e Boa Vista. Em São Paulo, a briga é acirrada entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno no dia 28 de outubro. Para analistas, esse resultado será decisivo para as eleições presidenciais de 2014.

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Além de São Paulo, os eleitores voltam às urnas dia 28 de outubro em outras 17 capitais e 50 cidades. No total, 14 milhões de eleitores votaram no primeiro turno para escolher os novos prefeitos e vereadores. Nas Câmaras Municipais, o partido que mais conquistou cadeiras foi o PMDB, seguido pelo PSDB, o PT, o PP e o PSD. Além disso, chamou atenção o número de mulheres eleitas no pleito, que registrou um recorde. No total, 621 prefeitas vão tomar posse, o que representa 11,37% dos 5.463 prefeitos que já foram eleitos no Brasil. Esse aumento se explica em parte pela Lei Eleitoral de 1995, que exige que os partidos apresentem 20% de candidatas do sexo feminino.

Para os especialistas ouvidos pela RFI, em geral, o PT saiu fortalecido das urnas, mesmo que ainda não haja definição em São Paulo, onde a disputa está acirrada. Na capital, o candidato do PRB, Celso Russomano, tido como favorito durante a campanha, acabou eliminado, e a disputa no segundo turno ficará entre José Serra (PSDB), que obteve 30,75% dos votos, e Fernando Haddad (PT), que registrou 28,98%.  O primeiro turno em São Paulo registrou um número recorde de brancos, nulos e abstenções, que somaram 28,9% dos votos.

Segundo o cientista político Gaspard Estrada, do Observatório Político da América Latina e do Caribe da Universidade Science Po de Paris, o resultado definitivo das eleições na capital  vai determinar o equilíbrio político do país e as alianças para as eleições presidenciais de 2014. "O desfecho do pleito em São Paulo dará uma noção da briga entre PSD e o PT até as eleições para presidente", afirma o especialista.

"O PT continua sua implantação eleitoral, em nível nacional, conquistando mais municípios do interior, e progredindo no norte e no nordeste, mas também perde um pouco de espaço no nordeste e no sul", explica Stéphane Monclaire, cientista político e professor da Sorbonne. Também de acordo com ele, até agora "o partido ainda não sentiu muito o impacto das decisões do Supremo e do Mensalão na opinião dos eleitores."  Para Monclaire, o escândalo de compra de apoio parlamentar, julgado pelo Supremo, motivou aqueles "que já não estavam propensos a votarem no PT."

Para Lula, Mensalão não influencia eleitores

O ex-presidente Lula, aliás, voltou a declarar na semana passada que o Mensalão não influenciaria os eleitores nas urnas, que estariam mais preocupados se "o Palmeiras vai cair e o Haddad ganhar." Para Monclaire, " Lula até pode comentar que os eleitores não prestam atenção nas decisões, mas faz anos que ele está dizendo que o Mensalão é uma invenção da oposição, sendo que há provas e elementos materiais que demonstram vários delitos e crimes. Lula continua com sua retórica, mas isso é seu lado populista", conclui.

Eduardo Paes é reeleito com quase 65% dos votos

Sem surpresa, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi reeleito já no primeiro turno com 64,6% dos votos, e já na sua primeira entrevista, concedida nesta segunda-feira, declarou que não irá disputar o governo do estado em 2014, e que ambiciona ser o “prefeito das Olímpiadas.” A hegemonia do candidato do PMDB foi tamanha que o número de abstenções, o equivalente a cerca de 965 mil eleitores, e superou o resultado do segundo colocado, Marcelo Freixo, que obteve 914.082 votos.

Em Belo Horizonte, a eleição de Mario Lacerda, do PSB, que obteve 52,69, denota uma perda de influência do PT com a derrota de Patrus Ananias, que teve apenas 40,80%. Para Gaspard Estrada, do Observatório Político da América Latina e do Caribe da Universidade Science Po de Paris. "Dilma se envolveu bastante na campanha em Belo Horizonte e pela primeira vez desde 2008 o PT de Minas Gerais se uniu em torno da candidatura de Patrus Ananias."

Eleições 2012

São PauloRio de JaneiroBelo Horizonte
100,00% Urnas Apuradas100,00% Urnas Apuradas100,00% Urnas Apuradas
José Serra                 PSDB 2°T 30,75%Eduardo Paes PMDB Re 64,60%Marcio Lacerda               PSB Re 52,69%
Fernando Haddad            PT 2°T 28,98%Marcelo Freixo   PSOL 28,15%Patrus Ananias                PT 40, 80%
Celso Russomanno        PRB 21,60%Rodrigo Maia       DEM 2,94%Maria da Consolação    PSOL 4,25%

 

 

 

 

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