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Brasil/Estados Unidos

Barack Obama aceita adiar visita de Dilma e promete manter diálogo

Presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. 19 de março de 2011
Presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. 19 de março de 2011 (Foto: Embaixada dos EUA - Brasília)

Depois de tentar convencer a presidente Dilma Rousseff até o último momento de desistir do cancelamento da visita aos Estados Unidos, o presidente Barack Obama acabou concordando com seu adiamento. A viagem oficial, que aconteceria no dia 23 de outubro, ainda não uma nova data definida.

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Raquel Krähenbühl,correspondente da RFI em Washington

Dilma e Obama não querem prejudicar as parcerias entre os dois países, mas concordam que o aprofundamento da relação entre o Brasil e os Estados Unidos depende de um ambiente de confiança mútua, o que não existe agora.

O encontro entre os dois presidentes acabaria ofuscado pela atual tensão bilateral, acreditam os líderes, que prometeram manter o diálogo e a cooperação.

Em uma nota divulgada nesta terça-feira, o governo americano lamenta as preocupações do Brasil geradas pelas alegações de espionagem em território brasileiro.

Os Estados Unidos prometeram rever as práticas do seu serviço de inteligência e trabalhar com as autoridades brasileiras para superar a tensão gerada pelo caso. Mas o país não tem mostrado intenção de acabar com os programas de monitoramento, considerados cruciais para a segurança nacional.

Esse argumento não convenceu a presidente Dilma, principalmente depois das denúncias de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA coletaram seus próprios dados e também os da Petrobrás.

Para ela, isso mostra que o motivo da espionagem não tem relação com o combate ao terrorismo, mas com interesses econômicos e estratégicos. A presidente quer provas de que isso não voltará a acontecer.

Dilma seria recebida com pompa na Casa Branca, uma visita de estado concedida apenas para parceiros estratégicos de Washington. Obama ainda espera receber a presidente brasileira em uma nova data, que ainda será definida pelos dois países.

 

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