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Brasil/Globalização

Estudo afirma que Brasil é um dos países menos globalizados do mundo

Estudo da IESE tinha como objetivo medir o nível de integração de um país com o resto do mundo.
Estudo da IESE tinha como objetivo medir o nível de integração de um país com o resto do mundo. REUTERS/Nacho Doce

Um estudo publicado nessa segunda-feira, 25 de novembro, afirma que o Brasil é um dos países menos globalizados do planeta. O ranking, estabelecido pela faculdade de administração de empresas da Universidade de Navarra, é liderado por Hong Kong e Cingapura.

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A pesquisa foi dirigida por Pankaj Ghemawat, professor da escola de administração de empresas IESE, da Universidade de Navarra, na Espanha. Segundo o estudo, países como o Brasil, mas também Irã, Bangladesh e Nepal então entre os menos globalizados do mundo. De acordo com os resultados gerais, os brasileiros aparecem em 130° lugar em uma lista de 139 nações. No topo do ranking estão Hong Kong e Cingapura, seguidos de Luxemburgo, Irlanda e Bélgica.

O relatório tinha como objetivo medir o nível de integração de um país com o resto do mundo, a intensidade de sua participação nos fluxos internacionais de produtos e serviços, mas também de capitais e informações. Para isso, os pesquisadores analisaram as nações a partir de critérios como a comercialização de bens e comunicação. A circulação de pessoas, sejam elas turistas, estudantes estrangeiros ou migrantes, também fez parte dos parâmetros avaliados.

Uma das principais conclusões do documento de mais de 130 páginas é que quanto menor e mais desenvolvido um país, mais ele é “interconectado”. O caráter insular de algumas nações, a proximidade geográfica com centros econômicos importantes e o fato de ter o inglês como um dos idiomas oficiais também contribuiu para uma boa classificação nesse “índice de globalização”.

Emergentes e europeus

Para a surpresa de muitos, apesar de seu impacto na economia mundial, os principais países emergentes dos BRICs (China, Brasil, Índia e Rússia) estão entre os últimos do ranking. Segundo o autor do relatório, isso se deve principalmente ao fato de que grande parte dos fluxos comerciais dessas nações são destinados ao consumo interno.

A maioria dos europeus estão entre os 20 primeiros colocados da lista. De acordo com Ghemawat, isso ocorre por causa do tamanho desses países e a proximidade geográfica entre si, o que intensifica as trocas comerciais, além do processo da integração europeia, que facilita não apenas o fluxo de mercadorias, mas também de pessoas. O economista também alerta para os riscos do protecionismo que, segundo ele, “restringe o comércio e os investimentos”.

A pesquisa não analisa países com economias isoladas do resto do planeta, como a Coreia do Norte. Leia o estudo completo clicando aqui

 

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