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França/Caças

Para Hollande, Brasil queria um avião menos sofisticado

O Presidente francês, François Hollande, durante coletiva em Bruxelas nesta quinta-feira.
O Presidente francês, François Hollande, durante coletiva em Bruxelas nesta quinta-feira. REUTERS/Laurent Dubrule

O presidente francês François Hollande se pronunciou nesta manhã pela primeira vez sobre a escolha do Brasil de investir na compra dos aviões militares suecos, em detrimento dos modelos francês e norte-americano, que também estavam no páreo. Hollande afirmou, de forma lacônica, que a decisão não foi uma surpresa: "Eu esperava por isso (...) há vários meses". Para a construtora americana Boeing, que concorria com o caça Super Hornet, a decisão brasileira foi "decepcionante".

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Em Bruxelas, onde participa de um encontro europeu dedicado em grande parte a temas militares, Hollande disse que respeita a decisão brasileira e que estima que os Rafale, o principal destaque da indústria militar francesa, seria muito sofisticado e caro demais para interessar ao Brasil em um momento de orçamento reduzido. "Na verdade, o Brasil queria um avião menos sofisticado e portanto mais barato, e não necessariamente para usar logo em seguida", ponderou Hollande. "A partir disso, o Rafale não poderia estar bem posicionado, mesmo sendo um avião muito bom".

Em discurso afinado com o que já havia afirmado mais cedo Eric Trappier, presidente da Dassault, Hollande disse ter esperanças de um desfecho positivo em negociações com outros países, principalmente a Índia: "O importante é que as forças armadas francesas não sejam as únicas a comprar os Rafale. Para que ele fique mais barato, é preciso que seja vendido, então é um processo. Eu faço o essencial, que é defender este avião".

Pela manhã, o presidente da Dassault Aviation, fabricante dos Rafale, afirmou estar confiante em assinar um contrato ainda maior com a Índia já no mês que vem. O país asiático estaria prestes a comprar 126 Rafale por um valor estimado em15 bilhões de dólares, uma encomenda muito maior do que a pretendida pelo Brasil ao longo dos 15 anos de negociações que acabaram sem resultado. O acordo com a Índia, no entanto, pode ser adiado em função das eleições legislativas previstas para este ano. Especula-se que Emirados Árabes, Qatar e Malásia também estejam interessados no modelo francês, mas o presidente da Dassault recusou qualquer comentário sobre estas negociações.

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