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Brasil/eleições

Redes sociais viram alvo de estratégias fraudulentas em época de eleições

A presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto em 31 de julho de 2014.
A presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto em 31 de julho de 2014. REUTERS/Ueslei Marcelino

Desde o início da campanha presidencial na TV, no dia 19 de agosto, os candidatos mobilizam seus militantes nas redes sociais, espaço privilegiado para convencer o eleitorado em 2014. Mas a desinformação impera em plataformas como Twitter ou Facebook.

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Um ano depois dos protestos que tomaram conta do Brasil, em junho de 2013, e alguns meses depois das manifestações que precederam a abertura da Copa do Mundo, em junho de 2014, o Brasil se prepara agora para as eleições presidenciais que acontecem no próximo dia 5 de outubro. Em 2010, a televisão ainda concentrou os debates durante a campanha, mas, com a popularização das redes sociais, as estratégias se adaptam com o objetivo de conquistar o eleitorado. Só o Facebook, por exemplo, possui mais de 90 milhões de usuários no Brasil.

O primeiro debate televisivo entre os candidatos às eleições presidenciais, por exemplo, no dia 26 de agosto, registrou mais de 5,1 milhões de interações (1,7 milhão de likes, comentários ou compartilhamentos), de acordo com as informações divulgadas pelo Facebook. A presidente Dilma Rousseff e a candidata Marina Silva foram as mais citadas durante o programa, ainda de acordo com o escritório da rede social no Brasil.

Estratégias de campanha nas redes sociais estão mais sofisticadas

Conscientes da influência das redes sociais no eleitorado, principalmente mais jovens, muitos militantes tem adotado uma verdadeira tática de guerrilha na Internet. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o autor do livro Do Clique à Urna , Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil, Jamil Marques, explica que muitos deles criam blogs anônimos para atacar seus rivais políticos. A ideia é enganar o Page Rank, o algoritmo do Google, gerando o maior número de compartilhamentos possíveis na Internet.

Desta forma, esses textos, que muitas vezes divulgam boatos, acabam em primeiro lugar no site de buscas, confundindo o eleitorado. Segundo ele, esses militantes são treinados "para divulgar mentiras", que acabam tendo uma verdadeira repercussão na Internet.

No Twitter, contas falsas também geram notoriedade

As eleições presidenciais no Brasil também são destaque no Twitter e figuram quase todos os dias na lista dosTrending Topics, que reúne os assuntos mais comentados na redes. Basta observar a atividade na rede para perceber que muitos dos tweets são escritos por bots – contas falsas que alimentam o Twitter, geram reetweets e citações. Elas incitam os internautas a consultarem as páginas dos candidatos.

A compra de "followers" também é uma prática frequente. Métodos que são facilitados pela falta de uma regulamentação para a Internet, acreditam os especialistas. Retirar um conteúdo do ar é um processo lento, que não condiz com a velocidade com que as informações circulam na Internet.
 

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