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Campanha de Dilma ganha fôlego às vésperas do 1° turno, avalia imprensa estrangeira

A presidente candidata Dilma Rousseff durante comício em Brasília.
A presidente candidata Dilma Rousseff durante comício em Brasília. REUTERS/Ueslei Marcelino

Na reta final do primeiro turno, a candidatura de Marina Silva (PSB) tem perdido o fôlego enquanto a de Dilma Rousseff (PT) tem se distanciado na liderança. Para a imprensa internacional, a tática ofensiva da candidata à reeleição e a perda da “aura mágica” de Marina podem explicar essa queda nas pesquisas de intenção de votos.

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A alta nas intenções de votos em Dilma Rousseff a poucos dias do primeiro turno mostra o quanto a disputa presidencial neste ano está acirrada. O blog sobre política na América Latina da revista britânica The Economist avalia com humor nesta quinta-feira (3): “Diz o ditado que é muito difícil fazer previsões sobre o futuro. E, quando o futuro envolve o primeiro turno da eleição presidencial, é mais difícil ainda”.

Já o jornal português Público, a candidata do PT tem conseguido ganhar espaço até mesmo na casa de Aécio Neves. Ou seja, o Estado de Minas Gerais. “A poucos dias da eleição, (...) o PT pode não só ganhar a eleição para presidente como está prestes a tomar o palácio do governo estadual”. O jornal lembra que os dois candidatos são mineiros, mas Aécio foi governador por duas vezes do Estado. “O domínio absoluto do Estado por parte de Aécio Neves desde 2002, quando se fez eleger e se afirmou como o candidato presidencial do futuro, está em crise”.

Campanha de Marina perde fôlego

Há seis semanas, quando entrou na disputa presidencial, Marina Silva foi recebida como uma candidata diferente que poderia “mudar o status quo da política brasileira”, explica o Wall Street Journal. Mas, agora, a corrida pelo Planalto sofreu uma nova guinada e a presidente Dilma voltou a ser favorita graças, principalmente, a uma intensa e agressiva campanha contra a rival do PSB, pondera a publicação.

A própria Marina Silva, porém, pode ser uma das principais responsáveis pela queda das pesquisas. “Deslizes de Marina Silva parecem ter causado a perda de apoio dos eleitores, especialmente a sua mudança de posição a respeito do casamento gay após a pressão de líderes evangélicos”, escreve a reportagem. O texto da versão eletrônica do jornal também argumenta que a presidenciável do PSB não conseguiu responder “com firmeza e clareza aos ataques [dos adversários]. “Várias vezes, ela passou mais tempo reclamando do que rebatendo as críticas”.

Para o jornal português Diário de Notícias, Marina Silva “resolveu passar ao ataque, para travar a queda e evitar ser apanhada na reta final da campanha por Aécio Neves”. O diário lembra que, recentemente, Marina Silva chegou a chamar Dilma Rouseff de "mentirosa".

Medo de perda das conquistas sociais

Com uma grande foto do comício de Dilma Rousseff em São Paulo, o jornal comunista L’Humanité destaca que muitos eleitores das classes populares estão com medo de perderem os benefícios que conquistaram nos governos de Lula e de Dilma Rousseff. Na reportagem, o jornal cita vários exemplos de pessoas que conseguiram subir socialmente nos últimos anos, mas L’Humanité se questiona se a continuidade, representada pela reeleição de Dilma, “será suficiente para tranquilizá-los”.
 

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