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Brasil

Les Echos critica projeto de revisão de meta fiscal no Brasil

Presidente Dilma Rousseff conevrsa com deputados da sua base aliada em Brasília.
Presidente Dilma Rousseff conevrsa com deputados da sua base aliada em Brasília. REUTERS/Ueslei Marcelino

As dificuldades da presidente brasileira, Dilma Rousseff para aprovar, no Congresso, o projeto de lei que altera a meta fiscal deste ano são analisadas pelo jornal Les Echos desta terça-feira (9). O diário econômico afirma que a presidente Dilma Rousseff tenta fazer um “afrouxo orçamentário, mas encontra dificuldades”.

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Les Echos diz que a presidente brasileira vive uma queda de braço com o Congresso para "tentar aprovar o deslize no déficit público", isto é, o projeto de revisão da meta fiscal. O diário diz que o Brasil vive um momento estranho, entre a era Dilma I e Dilma II. A presidente foi reeleita em outubro, mas o país continua vivendo um momento de transição.

De um lado, Dilma anunciou uma nova equipe econômica mais ortodoxa. O Banco Central deu o exemplo e aumentou as taxas de juros duas vezes depois das eleições para conter a inflação. Uma austeridade monetária necessária, constata o Les Echos, devido à estagnação da atividade econômica no país. O jornal informa que, se tecnicamente o Brasil saiu da recessão, o crescimento do terceiro trimestre do ano foi muito pequeno, 0,1%, e o país deve fechar o ano com um aumento do PIB de apenas 0,8%, muito abaixo do esperado.

Deslize no déficit público

“Essas medidas significariam o retorno de uma política econômica mais realista?” Nem tanto, escreve o jornal. Ao mesmo tempo, o governo enviou ao Congresso a revisão da meta fiscal que na prática permitirá que Brasília ignore os objetivos que tinha fixado.

Pior, Dilma baixou um decreto presidencial condicionando a liberação de recursos públicos à aprovação do texto, que Les Echos chama de “anistia orçamentária”. A votação final deve acontecer nesta terça-feira (9), após uma maratona de debates e sessões parlamentares animadas, informa o jornal.

Em vez de registrar um superávit primário, que permitiria a redução da dívida pública, o Brasil corre o risco de ter um resultado negativo. O déficit público nominal brasileiro é superior a 5% do PIB. O FMI apoiou a austeridade prometida pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas a oposição desconfia que a presidente deverá aplicar uma política que ela sempre combateu, completa Les Echos.

 

 

 

 

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