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Economia

“Brasil perdeu sua soberba”, diz Le Figaro sobre números do PIB

"O gigante econômico à beira da recessão", diz o jornal.
"O gigante econômico à beira da recessão", diz o jornal. Reprodução

A imprensa francesa repercutiu neste sábado (28) os maus números economia brasileira anunciados ontem, com crescimento do PIB de 0,1% em 2014 e previsão de recessão em 2015. O diário conservador Le Figaro diz que “o grande Brasil perdeu sua soberba, atolado em corrupção e com crescimento em baixa”. Em seu site, o jornal Libération alerta que a Índia deve roubar do Brasil ainda este ano o posto de sétima maior economia do mundo.

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“O gigante sul-americano, que já foi a locomotiva do continente com um crescimento de 7,5% em 2010, terminou 2014 com crescimento nulo e deve terminar este ano em recessão”, diz o Le Figaro, destacando que esta seria a mais grave crise econômica do país em 25 anos. Entre os ingredientes da crise, elenca o Figaro, estão o comércio exterior penalizado pela baixa de preço das commodities, o investimento em baixa e o consumo, “tradicional motor de crescimento do país”, também lento.

Um especialista ouvido pelo Figaro afirma que este conjunto de problemas é resultado de taxas de juro muito elevadas, de uma inflação que não para de subir – a mais alta desde 2005 – e da confiança do consumidor, em forte baixa. “Os brasileiros estão chocados com o ciclone Petrobras, que respinga no Partido dos Trabalhadores da presidente Dilma Rousseff”, diz o diário.

Educação, problema crônico

O jornal também relaciona a política de austeridade do ministro da Fazenda Joaquim Levy como uma das fontes do descontentamento dos brasileiros. “Os cortes de despesa afetam o Bolsa Família, programa social que era o farol da Era Lula, e também a educação, um dos problemas crônicas do Brasil”, afirma o Figaro.

O jornal de esquerda Libération, reproduz em seu site informações da Agência AFP, indicando que o Brasil deve perder este ano o posto de sétima maior economia do mundo para a Índia, país que vem crescendo a 7% ao ano. O Brasil teve o crescimento mais baixo entre os BRICs, perdendo para China (7,4%), África do Sul (1,4%) e Rússia (0,6%). O país também teve crescimento menor que todos os vizinhos de continente, à exceção da Venezuela, tendo crescido menos que Chile, México, Colômbia, Peru e Argentina.

 

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