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Brasil: Michel Temer escapa ao julgamento por corrupção

Câmara dos representantes em Brasilia,a  2 de Agosto de 2017.
Câmara dos representantes em Brasilia,a 2 de Agosto de 2017. EVARISTO SA / AFP

O Presidente do Brasil obteve na madrugada de quinta-feira o apoio de 263 deputados, mais de metade dos 513 membros da Câmara dos Deputados, para arquivar a denúncia de corrupção, no âmbito da mega-investigação Lava-Jacto, que podia levar à sua destituição. Presidente brasileiro precisava apenas de 172 votos. Agora só poderá ser processado quando deixar o cargo, em 2018.

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O Presidente do Brasil conquistou na quarta-feira o apoio de 263 deputados, mais de metade dos 513 membros da Câmara dos Deputados, para arquivar uma denúncia de corrupção que podia levar à sua destituição.

Ao contrário do que aconteceu quando a câmara baixa do Brasil autorizou o início do processo de destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, em Maio do ano passado, os deputados foram muito concisos nos discursos. A maioria dos congressistas optou por dizer apenas sim ou não.

Os deputados, que apoiaram o Governo, justificaram o voto a favor do Presidente com o argumento de que Brasil precisa de estabilidade política para sair da crise económica e que Michel Temer poderá ser julgado no final do mandato.

"Não sou a favor da impunidade e nem contra a investigação, mas entendo que pela estabilidade económica do país, ela [investigação] deve acontecer após o mandato do Presidente", disse a deputada Maria Helena Veronese Rodrigues, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), entrevistada pela agência Lusa.

Após a votação da Câmara dos Deputados, o Presidente do Brasil disse que a vitória não é uma conquista pessoal, mas a vitória "do Estado democrático".

"A decisão soberana do Parlamento não é uma vitória pessoal de quem quer que seja, mas uma conquista do Estado democrático de Direito, das instituições e da própria Constituição", declarou, no final da votação.

Michel Temer foi formalmente acusado pela Procuradori-geral em Junho, depois de dirigentes do grupo JBS, maior processadora de carnes do mundo, terem assinado um acordo com a Justiça no qual confessaram crimes em troca de um perdão judicial.

Nos depoimentos que deram aos procuradores, os membros da JBS confessaram que subornaram o chefe de Estado brasileiro para que a empresa obtivesse favores de diversos órgãos do Governo.

Agora, Michel Temer - que negou sempre as acusações - só poderá ser processado pela prática do suposto crime de corrupção passiva denunciado pelos executivos da JBS quando deixar a Presidência do Brasil no decorrer das próximas eleições previstas em Outubro de 2018.

 

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