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Cabo Verde

Banif: Que consequências para o BCN de Cabo Verde?

O banco português Banif está numa situação delicada
O banco português Banif está numa situação delicada publico.pt

O banco português Banif encontra-se numa situação delicada e até se equaciona a sua liquidação numa altura em que está em curso o seu processo de venda. O futuro do Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), de que é accionista maioritário, está ligado ao seu, mas até que ponto?

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O Banif sofreu esta semana uma forte desvalorização bolsista face ao longo atraso no pagamento da sua dívida ao Estado português e às pressões de Bruxelas no sentido da venda da participação estatal que deveria ocorrer antes do final do ano.

O Banif, que desde 2007 é accionista maioritário do BCN, foi resgatado em 2012 com uma injecção por parte do Estado português de 700 milhões de euros de capital e um empréstimo obrigacionista de 400 milhões. Destas obrigações, o Banif ainda deve 125 milhões que devia ter reembolsado até 31 de dezembro de 2014 e fez depender o seu reembolso dos encaixes de capital decorrentes da venda de filiais internacionais, entre as quais a cabo-verdiana.

Mau grado os seus mais recentes esforços de capitalização, a instituição bancária portuguesa não conseguiu alienar, entre outros, o BCN e atingir os níveis regulamentares de capitalização. A forte desvalorização bolsista reflecte os receios quanto ao futuro do Banif.

Se não for vendida a participação do Estado português, será necessária mais uma injecção de capital para evitar a resolução do banco pelo Banco Central Europeu no âmbito da União Bancária. O fecho de portas não está assim afastado, o que poderá ter consequências para o BCN.

Paulino Dias, empresário e membro da Associação dos Jovens Empresários de Cabo Verde (AJEC), considera que a situação do Banif tem um impacto limitado na banca cabo-verdiana e, em particular, no BCN.

O Banif tem tentado recapitalizar-se e reforçar a sua situação financeira através da venda de participações, nomeadamente em filiais internacionais, entre as quais a filial cabo verdiana, o BCN, que até agora ainda não conseguiu vender.O antigo presidente da AJEC aponta para o acréscimo de dificuldade no já complicado processo de venda do BCN.

Paulino Dias refere ainda o leque de eventuais compradores do quarto banco cabo-verdiano.

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