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Cabo Verde vai ter garantia de depósitos bancários

O governador do Banco de Cabo Verde, João Serra
O governador do Banco de Cabo Verde, João Serra DR

O Banco de Cabo Verde reuniu-se esta quarta-feira com os bancos comerciais do arquipélago para debater o reforço da estabilidade do sector financeiro nacional. Em causa está, nomeadamente, a preparação de um Fundo de Garantia de Depósitos.

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O Conselho de Administração do banco central cabo-verdiano reuniu-se hoje com os bancos comerciais com o intuito de debater sobre a criação de uma garantia dos depósitos e demais mecanismos de resposta a crises bancárias. Durante a reunião, foram apresentadas as bases do projecto-lei sobre o Fundo de Garantia de Depósitos.

Trata-se essencialmente de reforçar o quadro instiitucional de regulação para reforçar a estabilidade do sector financeiro nacional e precaver situaçães de crise bancária.

Paulino Dias, empresário e consultor, considera da maior importância a protecção dos depósitos que vem reforçar a credibilidade do sistema bancário.

Para o economista cabo-verdiano, o desenvolvimento deste tipo de mecanismos é ainda mais pertinente atendendo aos os factores de risco que pesam sobre a banca cabo-verdiana, nomeadamente, a reestruturação do banco público português Caixa Geral de Depósitos (CGD) com forte presença em Cabo Verde, o Brexit e o crédito malparado.

Paulino Dias - Empresário e consultor cabo-verdiano

A respeito do crédito malparado, o governador do Banco de Cabo Verde, João Serra, que discursou na abertura do encontro, pediu uma "concertação de esforços" entre as autoridades governamentais, o supervisor a que preside e os bancos para resolver o que considera ser o maior problema dos bancos cabo-verdianos.

No que toca à CGD, o banqueiro central cabo-verdiano considerou "uma especulação" os ecos da imprensa que dão conta de uma retirada daquela instituição bancária luso do sector em Cabo Verde. Refira-se que o maior banco português é o maior acionista de dois bancos cabo-verdianos, com 52,5% do capital do Banco Comercial do Atlântico, o maior banco comercial cabo-verdiano, e com uma participação no Banco Interatlântico, a terceira instituição bancária do país.

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