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Cabo Verde/Brasil

Cabo Verde investiga saída de embarcação com migrantes

O executivo cabo-verdiano vai mandar instaurar uma investigação às condições de saída da embarcação da ilha de São Vicente com 25 estrangeiros que foram resgatados, no fim de semana, pelas autoridades brasileiras no litoral do Maranhão.

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Cabo Verde decidiu abrir uma investigação para apurar as condições de saída da embarcação do país com 25 estrangeiros que foram resgatados, no fim de semana, pelas autoridades brasileiras no litoral do Maranhão.

A decisão de instaurar um inquérito foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

"A embarcação saiu de Cabo verde e o Governo vai mandar instaurar uma investigação, um inquérito para saber o que terá acontecido, como é que a embarcação saiu de São Vicente, em que condições, para podermos apurar as responsabilidades e saber como trabalharmos para que situações do género não venham a acontecer", explicou.

Ao contrário do que tinha sido noticiado por alguma imprensa brasileira, o responsável pela diplomacia confirmou que não a há cabo-verdianos entre os 25 migrantes.

"Não há cabo-verdianos. As informações que a nossa embaixada conseguiu recolher junto das autoridades brasileiras, numa primeira análise não há cabo-verdianos. Estamos a averiguar todas as informações, porque é um trabalho de polícia, mas as informações apontam no sentido de não hacer cabo-verdianos a bordo da embarcação que foi resgatada e que está sob custódia das autoridades brasileiras, nomeadamente a polícia brasileira", confimou.

Responsáveis do Estado do Maranhão garantiram à RFI que os 25 estrangeiros são 19 são do Senegal, 3 da Guiné-Conacri, 2 da Nigéria e 1 da Serra Leoa. 

De acordo com a polícia brasileira, a embarcação saiu de Cabo Verde no passado mês de Abril, numa viagem de 35 dias pelo Oceano Atlântico, ficando depois à deriva até ser resgatada pelas autoridades do Maranhão.

O grupo de africanos que pagou cerca 800 euros pela viagem para o Brasil com a promessa de de emprego. Os 25 estrangeiros devem ficar alojados no Ginásio Costa Rodrigues até sexta-feira, para depois passarem por precedimentos administrativos que definam a situação jurídica dos mesmos no país.

Com a colaboração do nosso correspondente em Cabo Verde, Odaír Santos.

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