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Revista de Imprensa

Coletes amarelos dominaram festa do trabalhador

Primeiras páginas dos jornais franceses de 02 de maio de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses de 02 de maio de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções às manifestações e uma relativa violência de ontem 1° de maio dia do trabalhador.LE MONDE, titula, 1° de maio: lições políticas, sociais e policiais. 40 mil pessoas desfilaram ontem em Paris num clima tenso; foram numerosos os confrontos mas a violência foi contida. O tradicional desfile sindical foi transbordado pelos coletes amarelos e os Black Blocs. O líder da CGT, chegou mesmo a abandonar temporariamente a manifestação.165 000 pessoas terão manifestado em toda a França, mas a CGT, afirma que foi o dobro. Porém o dia de ontem testemunha o enfraquecimento dos sindicatos. O governo entende lançar reformas anunciadas num clima de crise social que persiste há 6 meses, nota, LE MONDE.Um 1° de maio sob tensão, replica, LA CROIX. Rixas entre activistas radicais e forças da ordem perturbaram em Paris um desfile dominado pelos coletes amarelos. Paris teve um 1° de maio mais amarelo que vermelho, nota, LA CROIX.Um 1° de maio neutralizado, relança LIBÉRATION. Num clima de tensão e sob pressão da polícia inédita,  cerca de 165 mil pessoas desfilaram ontem no país. Os Black Blocs, penetraram o cortejo parisiense, mas foram contidos por forças da ordem.1° de maio maio mais forte que a violência, titula, L'HUMANITÉ. Apesar das escaramuças em Paris, houve um grande sucesso dos cortejos sindicais a que se juntaram certos coletes amarelos. Polícia contém violência do 1° de maio, replica em título, LE FIGARO. O dia marcado por uma forte mobilização desenrolou-se numa calma relativa. Alguns incidentes fizeram 24 feridos entre manifestantes e 14 entre forças da ordem, acrescenta, LE FIGARO.Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE MONDE, destaca, Venezuela, braço de ferro entre Maduro e Guaidó. Apoiantes e opositores do regime manifestaram ontem numa grande confusão.O Presidente autoproclamado, Juan Guaidó, apelou a uma greve geral após  o fracasso duma tentativa de sublevação militar. A Casa Branca reagiu vivamente ao fracasso do apelo de Guaidó para depor Maduro, tendo o vice-presidente, Mike Pompeo ameaçado com uma intervenção militar americana, julgada possível, se for necessário, nota LE MONDE.Venezuela, o opositor Guaidó pressiona Maduro. A maior parte das forças armadas permanece fiel a Maduro apesar do apelo de Guaidó aos militares a juntar-se à sua causa.No entanto, começa a haver divisões no seio do poder venezuelano, enquanto os Estados Unidos reiteraram as suas ameaças de recorrer a uma intervenção militar para apoiar o presidente interino Guaidó e derrubar o regime chavista, acrescenta, LE FIGARO.Por seu lado, LIBÉRATION, destaca Leopoldo López, fundador do partido de Guaidó que quebrou o seu termo de identidade e residência para ir ao combate o contra o regime de Maduro.Enfim, em relação à África, LE FIGARO, dá relevo ao Benim, a preocupante deriva autoritária do presidente Patrice Talon. O milionário eleito em 2016 organizou eleições legislativas excluindo todos os partidos da oposição.Mas com uma taxa de participação inferior aos 25% o país aplicou-lhe uma severa correcção. Os opositores pediram imediatamente a anulação do escrutínio e a convocação duma nova eleição aberta a todos os partidos.Entre a comunidade internacional, a CEDEAO e países estrangeiros como o poderoso vizinho da Nigéria e os Estados Unidos denunciaram uma "eleição que não foi nem competitiva nem inclusiva", mas nada muda em Benim, que nos tinha habituado nos anos 90 a uma renovação democrática, acrescenta, LE FIGARO.

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