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Cabo Verde

PR de Cabo Verde quer investigação sobre guineense detido

Jorge de Pina Fernandes, professor universitário guineense.
Jorge de Pina Fernandes, professor universitário guineense. Conta Facebook de Jorge de Pina Fernandes

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, exige uma "investigação séria, objectiva e rigorosa" sobre a detenção de dois dias de um professor universitário guineense no aeroporto Internacional da Praia. O cidadão guineense tinha denunciado um tratamento desumano e gerou uma vaga de indignação contra a xenofobia nas redes sociais.

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O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, exige uma investigação séria, objectiva e rigorosa para o apuramento dos factos que levaram à detenção, durante 48 horas, do professor universitário guineense Jorge de Pina Fernandes na fronteira do aeroporto Internacional da Praia. Jorge Carlos Fonseca espera que no final da investigação sejam apuradas eventuais responsabilidades.

O chefe do governo, Ulisses Correia e Silva, garantiu que aguarda pelas conclusões do “rigoroso inquérito” instaurado pela polícia ao caso do professor guineense para agir “em consequência”.

Entretanto, a Direcção de Estrangeiros e Fronteiras avançou à imprensa que a detenção do cidadão guineense deveu-se ao facto de este não ter apresentado o bilhete de passagem para a viagem ao Brasil quando foi abordado pelos agentes de fronteira do Aeroporto da Praia.

Na sexta-feira, a Liga Guineense dos Direitos Humanos pediu uma investigação e falou em “crime de sequestro de um cidadão nacional durante dois dias, quando se encontrava em trânsito naquele país irmão".

Num testemunho, colocado nas redes sociais, o professor universitário que se encontrava a viajar da Guiné-Bissau para o Brasil, onde é residente, denunciou que ficou retido durante 48 horas numa cela no aeroporto da Praia e que foi sujeito a violações dos seus direitos.

Jorge de Pina Fernandes enviou mesmo uma carta a governantes cabo-verdianos em que denunciou um tratamento desumano de que foi alvo no aeroporto da Praia.

Na sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Malam Bacai Júnior, também condenou o tratamento dado pelas autoridades cabo-verdianas ao professor.

Oiça aqui a reportagem de Odair Santos.

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