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Cabo Verde: governo acusa PAICV de ser "populista e radical"

Fernando Elísio Freire, ministro cabo-verdiano de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros
Fernando Elísio Freire, ministro cabo-verdiano de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros Cristiana Soares/RFI

O governo cabo-verdiano reagiu às criticas formuladas pela líder do PAICV, quanto ao momento para a nomeação do novo PGR, considerando-as "descabidas" e acusa o principal partido da oposiçao de se estar a tornar num "partido radical e populista".

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O governo considera de "descabidas" as declarações da líder da oposição Janira Hopfer de Almada sobre o momento da nomeação do novo Procurador Geral da República José Luís Tavares Landim, até então Procurador-Geral Adjunto, em substituição de Óscar Tavares no cargo desde 2014 e cujo mandato terminou em Maio.

O Ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire disse que a presidente do PAICV passou um atestado de minoridade ao anterior Procurador Geral da República e quer condicionar o novo PGR.

Para Fernando Elísio Freire "foram declarações - diria, não quero usar o termo por respeito ao partido PAICV - mas completamente descabidas, é a primeira vez na história de Cabo Verde que um líder político fala assim de um ex-Procurador e de um Procurador nomeado, ou seja, partidarizando totalmente uma instituição, que está longe das tricas partidárias, apelamos ao sentido de Estado".

"O PAICV está neste momento um partido completamente radical, com radicalismo e populismo muito forte, que está a prejudicar claramente já não só o próprio PAICV, por vezes a própria a própria democracia cabo-verdiana".

Na quarta-feira passada (16/10) em entrevista à Televisão de Cabo Verde, a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada criticou o momento escolhido para a nomeação do novo Procurador Geral da República, afirmando que amudança aconteceu um mês depois de se terem iniciado processos, que envolviam personalidades muito próximas do actual poder.

Nas redes sociais, juristas e magistrados consideram que a nomeação do novo Procurador Geral da República é um acto normal e lamentam as declarações da líder da oposição que muitos afirmam visa “condicionar” a Justiça.

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