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“Que haja justiça!” por Giovani Rodrigues

Áudio 07:48
Várias marchas estão marcadas para este sábado em memória de Luís Giovani Rodrigues.
Várias marchas estão marcadas para este sábado em memória de Luís Giovani Rodrigues. https://www.facebook.com/manifsoncente/?ref=br_rs

Este sábado, várias cidades em Cabo Verde e na diáspora vão ser palco de marchas em memória de Luís Giovani Rodrigues, o estudante cabo-verdiano que morreu a 31 de Dezembro, dez dias depois de ter sido espancado à saída de um bar em Bragança. “Que haja justiça” é um dos lemas das manifestações, destaca Salvador Mascarenhas, presidente do movimento cívico Sokols-2017 que convocou a marcha em São Vicente. O cantor Dino D’Santiago vai participar na marcha em Lisboa.

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Luís Giovani Rodrigues, de 21 anos, nasceu em Mosteiros, na Ilha do Fogo, e estava há dois meses em Portugal para seguir o curso de Design de Jogos Digitais em Bragança. A 21 de Dezembro foi vítima de uma agressão que o levou à morte dez dias depois. O crime gerou uma onda de indignação e as marchas deste sábado pretendem exigir “que haja justiça!”.

Salvador Mascarenhas, presidente do movimento cívico Sokols-2017 que convocou a marcha na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente, denunciou à RFI a negligência, silêncio e atrasos em torno deste caso e explicou porque é importante sair às ruas.

É muito importante que os cidadãos demonstrem a sua indignação perante um acto tão cobarde e bárbaro, de certo modo, também pressionando as autoridades cabo-verdianas e portuguesas para que não deixem que estas coisas aconteçam de forma tão silenciosa como aconteceu com a comunicação social e com a justiça por mais de dez dias e só depois começaram a responder devido à pressão da sociedade. Por isso, é muito importante sairmos amanhã e demonstrarmos a nossa indignação e exigirmos o esclarecimento imediato desta situação. Que haja justiça para que não aconteça mais”, explica Salvador Mascarenhas, presidente do movimento cívico Sokols-2017 que convocou a marcha em São Vicente.

Apontando o dedo às autoridades portuguesas, cabo-verdianas e à própria comunicação social pela lentidão com que reagiram, o presidente do movimento cívico Sokols-2017 sublinhou: “Tem que ser uma voz uníssona a demonstrar que não queremos que essas coisas voltem a acontecer e que o Estado de Cabo Verde deve também ter uma atitude mais digna e exigir [a Portugal] essa dignidade que caracteriza uma relação de irmandade e não de subserviência”.

O cantor Dino D’Santiago, com raízes cabo-verdianas, vai participar na marcha em Lisboa para “que se faça justiça” e porque sabe que a voz dos artistas “chega a muita gente”.

O nosso silêncio é permitir que mais momentos desses aconteçam. Alguns de nós, com mais mediatismo pelas artes que seguimos ou pelo desporto ou pela posição que temos, a nossa voz chega a muita gente e sinto que sendo uma voz que chega a tanta gente e ficar mudo perante isto está longe do propósito”, explicou à RFI durante um ensaio para um espectáculo. 

O cantor ressalvou que "pensar que [o crime] tenha a ver com ódio racial é muito pouco em relação a uma situação destas. São 15 seres humanos que tiraram a vida de outro ser humano num momento de ódio. Desta vez é um cabo-verdiano, podia ter calhado a qualquer outro".

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