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Ebola/OMS

Japão quer oferecer tratamento experimental contra Ebola

A capital da Libéria, Monrovia, é uma das cidades mais atingidas pelo vírus Ebola.
A capital da Libéria, Monrovia, é uma das cidades mais atingidas pelo vírus Ebola. REUTERS/2Tango

O Japão anunciou nesta segunda-feira (25) que está disposto a fornecer um tratamento experimental desenvolvido por uma empresa japonesa para lutar contra o vírus Ebola no oeste da África. Ainda não existe nenhuma vacina ou remédio aprovado pelas autoridades sanitárias contra a febre hemorrágica. Mas, diante da gravidade da atual epidemia, a comunidade médica internacional autorizou, em meados de agosto, o uso de tratamentos ainda em fase experimental.

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A maior esperança veio de um soro experimental americano, o ZMapp, um coquetel de três anticorpos "monoclonais" disponível em pequenas quantidades. Dois profissionais de saúde tratados com este soro saíram curados de um hospital na semana passada. No entanto, um padre espanhol que havia recebido o soro, morreu poucos dias antes.

"Nosso país está disposto a oferecer o medicamento em cooperação com o fabricante se a Organização Mundial da Saúde (OMS) fizer o pedido", declarou o secretário-geral do governo japonês, Yoshihide Suga.

O medicamento japonês é chamado favipiravir (ou "T-705) e é comercializado com o nome de Avigan pela Toyama Chemical, filial do grupo FujiFilm Holdings, especialista em técnicas de imagens.

Em relação ao ZMapp, o T-705 tem a vantagem de ter sido homologado em março no Japão como antiviral contra a gripe, e atualmente está em fase experimetnal nos Estados Unidos. Sua administração, em forma de comprimido, também pode facilitar o tratamento em regiões onde há problemas de infraestruturas médicas.

Pronto para atender a demanda mesmo sem aval da OMS

"Antes mesmo que a OMS tome uma decisão, estamos prontos a responder aos pedidos individuais (de profissionais de saúde) em certas condições, se forem casos de emergência", afirmou Yoshihide Suga.

Contatado pela agência AFP, o grupo japonês, conhecido mundialmente pelas máquinas fotográficas, mas que desenvolveu uma atividade importante na área médica (radiografia e endoscopia, principalmente), indicou ter recebido pedidos do exterior, mas sem precisar o número nem quais os países."Temos reservas suficientes para mais de 20 mil pessoas", garantiu o porta-voz do grupo.

Vírus mortal

O Ebola já matou 1.427 pessoas na Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde. No domingo, a República Democrática do Congo anunciou que também registra uma epidemia de ebola, limitada a uma região diferente daquela que atinge o oeste da África, segundo as autoridades.
 

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