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Cinema/Cannes

Cinema mudo desafia era do 3D no Festival de Cannes

Os atores Jean Dujardin e Bérénice Bejo em cena de "The Artist".
Os atores Jean Dujardin e Bérénice Bejo em cena de "The Artist". DR

O programa da seleção oficial deste domingo é essencialmente europeu, com longas da França e da Bélgica. Desafiando a era 3D, o primeiro filme projetado volta ao começo dos anos 30. A segunda obra, dos premiados irmãos Dardenne, enfoca a revolta de um menino abandonado pelo pai.O brasileiro Ricardo Alves também mostra seu média metragem na Semana da Crítica. 

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Em “The Artist” , o diretor parisiense Michel Hazanavicious desafia as novas tecnologias com um filme mudo, em branco e preto, cuja ação se passa na época dos grandes estúdios americanos. As filmagens, por sinal, foram feitas em Hollywood.

O roteiro fala de George Valentin, ator famosíssimo do cinema mudo que vê sua carreira decair com a chegada do som. Ao mesmo tempo, Peppy Miller, jovem figurante com quem ele mantém um romance, torna-se uma estrela da noite para o dia. Os caminhos dos dois personagens se cruzam em sentido inverso e a história de amor acaba comprometida por suas trajetórias divergentes.

Em busca do pai

Cécile de France e Thomas Doret em cena do filme "Le Gamin au Vélo".
Cécile de France e Thomas Doret em cena do filme "Le Gamin au Vélo". DR

O segundo filme exibido hoje se chama “Le Gamin au Vélo” (“O Garoto da Bicicleta”, em versão livre), quinto longa em competição dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne. Os cineastas estão entre os mais premiados da história do festival, com duas Palmas de Ouro (em 1999 por “Rosetta” e em 2005 por "L’Enfant").

O roteiro gira em torno da relação entre pai e filho. Cyril, um menino revoltado de 11 anos, vive obsecado pela ideia de reencontrar o pai, que o colocou em uma instituição para menores de idade. Samantha, uma cabeleireira interpretada pela atriz francesa Cécile de France, o convida a passar os fins de semana com ela. Esse encontro vai ajudar Cyril a sair do seu mundo interior violento.

Um Certo Olhar

Na mostra paralela do festival, “Um Certo Olhar”, o canadense Sean Durkin, explora os efeitos nefastos das seitas em “Martha Marcy May Marlene”, seu primeiro longa.

Desenvolvido como um policial psicológico, o filme narra o processo de reconstrução de Martha, que fugiu de uma seita cujos membros vivem em comunidade em uma fazenda isolada no Estado de Nova York. Ela tenta ter uma vida normal, mas é invadida pelo medo da perseguição dos antigos companheiros. Frisson garantido.

Sean Durkin concorre ao prêmio Câmera de Ouro para um primeiro longa metragem.

Celebração da vida

Ainda na seção "Um Certo Olhar", o alemão Andréas Dresen apresenta “Stopped on Track” ("Caminho interrompido", em tradução livre), sobre a doença e a morte.

Com os dias contados, Franck não se entrega à doença em "Stopped  on Track".
Com os dias contados, Franck não se entrega à doença em "Stopped on Track". DR

Franck, o personagem principal, ao saber que sofre de um mal incurável, decide passar os meses que lhe restam de vida fora do hospital. Ele opta por um tratamento a domicílio e escolhe o IPhone para expressar seus sentimentos, ao invés de escrever um diário.

Apesar do tema dramático, o diretor afirma que desejou falar da morte como "uma forma de celebrar a vida".

Média brasileiro

O cineasta Ricardo Alves apresentou seu média metragem "Permanências" neste domingo, na Semana da Crítica, seção paralela ao festival que revela novos talentos.

 

 

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