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Cinema/Cannes

"A Árvore da Vida", de Terrence Malick, ganha a Palma de Ouro em Cannes

Bill Pohlad, produtor de “The Tree of Life”, recebe a Palma de Ouro em nome de Terrence Malick. Ao lado, Jean Dujardin (melhor ator)  e Catherine Deneuve.
Bill Pohlad, produtor de “The Tree of Life”, recebe a Palma de Ouro em nome de Terrence Malick. Ao lado, Jean Dujardin (melhor ator) e Catherine Deneuve. REUTERS/Yves Herman

Depois de doze dias com direito a todas as emoções e vinte filmes em competição, foi finalmente "A Árvore da Vida"", de Terrence Malick, que abocanhou o prêmio mais cobiçado do mundo da Sétima Arte.

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Em uma cerimônia calorosa, o presidente do júri, Robert de Niro, com um francês sofrível, anunciou com muito bom humor os nomes dos laureados. Estes foram os filmes premiados no 64° Festival de Cinema de Cannes:

Palma de Ouro:"A Árvore da Vida", de Terrence Malick.  A história se passa nos anos 50, no Texas. Um pai autoritário e violento é obcecado pela ideia de seus filhos vencerem na vida. Um dia, um drama vai comprometer o frágil equilíbrio familiar. Brad Pitt e Sean Penn são os atores do filme.

Grande Prêmio: (Dois laureados)

"Le Gamin à Vélo", dos irmãos belgas Dardenne, em que um menino abandonado pelo pai e vivendo em uma instituição para menores, passa os fins de semana com uma cabeleireira, com que cria uma doce amizade.

"Era uma vez na Anatólia", do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, retrata a vida em um vilarejo perdido em  colinas distantes, em que os habitantes sempre têm a impressão de que algo está prestes a acontecer.

Prêmio de Melhor Ator: o francês Jean Dujardin, pelo emocionante personagem de ator do cinema mudo em "The Artist",do diretor Michel Hazanavicius. Um ator famoso e milionário do cinema mudo vê seu mundo despencar com a chegada do cinema falado, ao qual não consegue se adaptar.

Prêmio de Melhor Direção: o dinamarquês Nicolas Winding Refn pelo filme "Drive", que gira em torno de um dublê no cinema que, durante à noite, trabalha como motorista para a máfia. Depois de um roubo frustrado, ele se vê ameaçado pelos.

Prêmio de Melhor Atriz: a americana Kirsten Dusten por sua atuação em "Melancholia", de Lars Von Trier, em que faz o papel de uma jovem que cai em profunda depressão no dia do seu casamento. Ao mesmo tempo, o planeta Melancholia se aproxima perigosamente da Terra.

Palma de Ouro para o melhor roteiro: "Footnote", do francês Joseph Cedar. O tema é centrado no conflito e rivalidade entre um pai e um filho pesquisadores em uma universidade de Israel.

Prêmio do Júri: "Polisse", da diretora francesa Maïwenn, ficção que retrata o cotidiano dos policiais da Brigada de Proteção dos Menores de Paris, enfocando seus problemas pessoais e profissionais.

Câmera de Ouro (para um primeiro longa metragem): "Las Acacias", do argentino Pablo Giorgelli. Um motorista de caminhão deve percorrer 1.500 km entre Assunção e Paraguai, levando com ele uma mulher grávida.

Palma de Ouro para o melhor curta: "Cross", da diretora russa Marina Vroda. Um menino é obrigado a correr, depois começa a correr de si mesmo e, finalmente, olha um outro correr.

Como é inevitável, sempre acontecem as decepções, como foi o caso dos diretores Aki Karismäki '("Le Havre"), Paolo Sorrentino ("This Must be the Place") e Nanni Moretti ("Habemus Papam"), que saíram de mãos vazias do Palácio dos Festivais.

Mas, entre premiados e frustrados, inconformados e bons perdedores, todos os que participaram da cerimônia de encerramento do 64° Festival de Cannes neste domingo têm uma coisa em comum: a paixão incondicional pelo cinema.

 

 

 

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