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DESPORTO

Platini detido por suspeitas de corrupção

Michel Platini
Michel Platini Captura de vídeo BFMTV

O antigo presidente da UEFA, o francês Michel Platini, está sob custódia policial desde esta terça-feia por suspeitas de corrupção no âmbito da atribuição do Mundial de Futebol 2022 ao Qatar.Na base das suspeitas está uma investigação realizada em 2016, com o objectivo de determinar a possível interferência dos poderes político e desportivo franceses na atribuição do Mundial de 2022 ao Qatar.

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O antigo presidente da UEFA, Michel Platini, está desde a manhã desta terça-feira (18/06) sob custódia do gabinete anti-corrupção da Polícia Judiciária Francesa, em Nanterre, nos arredores de Paris, devido a suspeitas de corrupção na escolha em 2010 do Qatar como país responsável pela organização do mundial de futebol, em 2022.

A informação avançada pelo jornal francês Mediapart, dá conta de que o antigo presidente da UEFA terá, juntamente com os seus aliados, votado no país asiático depois de um acordo com o antigo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Aliás está também sob custódia policial neste mesmo caso Sophie Dion, antiga conselheira do ex Presidente Sarkozy e foi igualmente ouvido Claude Guéant, seu antigo secretário-geral no Palácio do Eliseu.

Para nos falar deste a doutros casos de corrrupção no futebol e suas ligações à política, ouvimos Luís Aguilar, autor de dois livros sobre a corrupção no seio da FIFA e comentador desportivo para rádios e televisões em Portugal, para quem "o chamado Fifagate manchou totalmente o organismo, relacionado com variadíssimos dirigentes, nos mais diversos continentes com Platini à cabeça, que foi realmente um grande jogador no futebol mundial...mas depois enquanto dirigente não soube ou não quis, dar seguimento com essa grandeza".

Luís Aguilar considera ainda que a "França pesou bastante [em 2010] na escolha do Qatar, até porque na altura existiam vários negócios entre os dois governos...e o voto no mundial era visto como uma forma de poder facilitar e agilisar todo esse processo...as relações de promiscuidade entre o futebol e a política sempre exisitiram e acabam por pesar muito no país anfitrião de cada fase final do mundial".

A defesa daquele que é considerado um dos melhores jogadores da história, veio já garantir que Platini não está detido, mas antes a responder no quadro de um inquérito acerca da atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022. O advogado garante ainda que Platini está a responder de forma serena e confiante.

No entanto, certo é que já o antigo presidente da FIFA, Joseph Blatter, em Março do ano passado, tinha vindo garantir que a atribuição ao Qatar da organização do mundial, em prejuízo dos Estados Unidos, tinha sido um conluio com o ex chefe de estado francês Nicolas Sarkozy.

Em 2016, no entanto, os dois responsáveis desportivos foram suspensos de qualquer actividade ligada ao futebol, depois de um escândalo motivado por um pagamento não justificado de 1,8 milhões de euros de Blatter a Platini.

O antigo jogador da selecção francesa não resistiu à polémica e acabou por se demitir nesse mesmo ano, após praticamente uma década à frente da instituição desportiva.

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